Ataque aéreo israelense em Gaza mata militante palestino, dizem médicos

Braço militar do Hamas afirmou que está pronto para 'esmagar a arrogância israelense em resposta às suas agressões'

iG São Paulo | - Atualizada às

Ataques aéreos israelenses contra alvos do Hamas na Faixa de Gaza mataram neste sábado ao menos um militante e feriram 20 pessoas, disseram autoridades médicas no território controlado pelos palestinos, enquanto novos foguetes atirados por militantes feriram um israelense. Segundo a rede britânica BBC, dois palestinos morreram.

O aumento da violência minou uma tímida trégua negociada pelo Egito na quarta-feira. O objetivo era amenizar os conflitos, que aumentaram na segunda-feira, quando um israelense e dois militantes foram mortos em uma operação no Sinai egípcio .

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AFP
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O militante palestino foi morto por um ataque aéreo israelense no norte de Gaza, disseram autoridades médicas. Israel confirmou o ataque, mas não deu outros detalhes, e negou uma informação de que um garoto palestino de seis anos também foi morto na operação.

A ofensiva de Israel foi uma resposta ao pior ataque com foguetes palestinos nos seis dias de conflito. Estilhaços de um foguete na cidade israelense de Sderot feriram um israelense no pescoço quando ele tentava entrar em um abrigo de concreto.

Após um período relativamente calmo, mais de 150 foguetes foram disparados para dentro de Israel na última semana, informaram os militares.

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Pelo menos 15 foguetes foram disparados contra Israel neste sábado, quase três vezes mais do que na sexta-feira. Ao menos outros seis foram interceptados pelo sistema de defesa de mísseis em Israel, disseram os militares.

"Os chefes militares de Israel agendaram reuniões urgentes para avaliar um plano de ação", disse uma porta-voz militar. Autoridades israelenses também exortaram os quase um milhão de israelenses que vivem no sul do país a ficarem dentro de suas casas ou em abrigos fortificados.

"Israel não pode ficar quieto face aos eventos dos últimos dias", afirmou o ministro da Defesa Civil, Matan Vilnai, em comentários publicados pelo gabinete. "Consideramos o Hamas como totalmente responsável por tudo o que está acontecendo na região de Gaza. Israel está agindo, e continuará agindo com mão forte contra aqueles terroristas que querem piorar a situação na região".

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O braço militar do Hamas, que não reivindicou a responsabilidade pelos disparos de foguetes dos últimos dias, afirmou que está pronto para "esmagar a arrogância israelense em resposta às suas agressões".

Autoridades médicas do Hamas disseram que um garoto de seis anos de idade foi morto em um ataque aéreo e o um bebê ficou ferido em outra ação perto da fronteira com o Egito. Israel negou envolvimento nos atos.

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A tenente-coronel Avital Leibovich, uma porta-voz militar de Israel, afirmou no Twitter que as informações de responsabilidade israelense na morte do garoto são "falsos rumores" e que o garoto morreu devido a uma explosão de arsenal pertencente aos militantes palestinos.

Outra porta-voz militar israelense afirmou que não tinha informações de ataques aéreos em Rafah, onde a criança teria sido ferido.

Israel confirmou que uma aeronave do país atacou três alvos de militantes em Gaza em pelo menos duas ações antes do amanhecer.

Ninguém em Gaza reivindicou a responsabilidade pelo foguete atirado contra Israel, mas uma fonte de segurança disse que mísseis foram lançados por membros de uma facção de um grupo salafista simpatizante da Al Qaeda, sendo que dois de seus militantes foram mortos nos ataques de Israel na sexta-feira.

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Israel culpa os salafistas pelos ataques a partir do Egito na segunda-feira, que desencadearam as ações aéreas israelenses que mataram 11 palestinos, muitos deles militantes, mas também um garoto de 14 anos.

Militantes do Hamas concordaram em aderir à trégua negociada pelo Egito se Israel suspender os ataques. Israel nunca comentou formalmente o acordo, mas suas autoridades prometeram responder quaisquer ataques de foguetes vindos de Gaza.

Com Reuters e BBC

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