Promotoria pede veredicto de insanidade para autor de massacre na Noruega

Promotores pediram que corte envie Anders Behring Breivik, que matou 77 em ataque duplo em julho em Oslo e Ilha de Utoya, a uma instituição psiquiátrica

iG São Paulo | - Atualizada às

Promotores pediram nesta quinta-feira que uma corte envie o autor confesso do massacre na Noruega, Anders Behring Breivik , para uma instituição psiquiátrica em vez de uma prisão pelo ataque duplo que deixou um total de 77 mortos na explosão de um carro-bomba em Oslo e a tiros na Ilha de Utoya .

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AP
Anders Behring Breivik, autor confesso do massacre da Noruega, ri em corte de Oslo durante apresentação dos argumentos finais dos promotores

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Se a corte chegar a mesma conclusão quando anunciar sua decisão, esperada para o próximo mês, significaria que Breivik evitaria a responsabilidade criminal pelo pior massacre cometido na Noruega desde a Segunda Guerra (1939-1945).

Os ataques contra a sede do governo norueguês e contra um acampamento juvenil do Partido Trabalhista não seriam, então, considerados atos de terrorismo político , mas sim de um louco sedento por sangue. "Pedimos que ele seja transferido para a assistência compulsória psiquiátrica", disse o promotor Svein Holden na apresentação dos argumentos finais.

Apesar de haver provas conclusivas de que Breivik estava psicótico durante os ataques de 22 de julho, havia dúvidas suficientes sobre sua sanidade para que ele pudesse ser sentenciado à prisão sob a lei norueguesa, disse Holden.

A defesa provavelmente rejeitará a conclusão de insanidade na sexta-feira, o último dia do julgamento de dez semanas de Breivik. O extremista islâmico, que se retrata como um militante antimuçulmano, alega ser são, afirmando que seus ataques foram motivados por suas opiniões políticas .

Assim como quando o julgamento começou em meados de abril, o norueguês de 33 anos levantou sua mão direita com o punho cerrado em saudação antes de ser retirado da corte nesta quinta-feira. Previamente no julgamento, Breivik disse que a dimensão psiquiátrica do caso era uma forma de as autoridades norueguesas o ridicularizarem e desviarem a atenção de seu ideário .

Breivik alega que a Noruega e a Europa estão sendo colonizados por muçulmanos, que correspondem a cerca de 2% da população da Noruega. Ele disse ter escolhido seus alvos para atingir forças políticas que diz terem traído o país com suas políticas de imigração liberais.

Duas equipes psiquiátricas alcançaram conclusões opostas sobre sua saúde mental. A primeira equipe o diagnosticou com " esquizofrenia paranoica ", uma séria doença mental que evitaria uma sentença de prisão. A segunda equipe o considerou legalmente são , dizendo que ele sofre de um transtorno de pesonalidade narcisística e antissocial, mas não psicótica.

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Promotores dizem que um dos desafios-chave para a sanidade de Breivik foi sua insistência em dizer que pertencia a uma organizão militante antimuçulmana chamada Cavaleiros Templários, uma ordem militar cristã criada durante as cruzadas, apesar de os investigadores não terem encontrado sinais da existência da rede.

Apesar de o extremista ter tentado amenizar a significância da rede durante o julgamento, insistiu que ela existia e que havia outras células na Noruega.

*Com AP

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