Em discurso curto, Raúl Castro pede fim de arsenais nucleares e ataca EUA

Presidente de Cuba critica orçamento de defesa americano de US$ 1,7 trilhão. "Duas décadas anos após o fim da Guerra Fria, contra quem usarão essas armas?"

Raphael Gomide iG Rio de Janeiro | - Atualizada às

Em um discurso de pouco mais de cinco minutos, o presidente de Cuba, Raúl Castro, usou o discurso na Rio+20 para pedir a destruição dos arsenais nucleares e criticar os investimentos em defesa dos Estados Unidos, cujo orçamento para defesa é de US$ 1,73 trilhão.

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"Nenhuma hegemonia é possível. Vamos parar com a guerra, lutar em prol do desarmamento e destruir todos os arsenais nucleares", afirmou Castro, em texto muito mais conciso que os de seu irmão e ex-presidente, Fidel Castro.

O cubano afirmou que os EUA foram à guerra no Iraque, em 2003, "sob o falso pretexto de destruir armas de destruição em massa". "Agora ameaçam nações do Oriente Médio para controlar o acesso a água e outros recursos. São conflitos de consequências incalculáveis", disse.

"Duas décadas após o fim da Guerra Fria, contra quem usarão essas armas? Deixemos o egoísmo e busquemos soluções ou todos pagaremos as consequencias das mudanças climáticas", afirmou.

Para o presidente de Cuba, "a falta de acordo para deter a mudança climática é nítido reflexo da falta de vontade política dos países desenvolvidos".

Castro concluiu seu procunciamento apelando que "o bom senso e a inteligência humana prevaleçam sobre a barbárie".

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