Paquistão busca novo nome após destituição de primeiro-ministro

Governista Partido Popular do Paquistão tenta conter crise institucional depois de decisão da Suprema Corte contra Yousuf Raza Gilani

iG São Paulo | - Atualizada às

O governista Partido Popular do Paquistão (PPP) procura nesta quarta-feira restabelecer a ordem política do país e controlar a crise institucional provocada pela desabilitação do primeiro-ministro Yousuf Raza Gilani.

Crise: Suprema Corte do Paquistão desabilita primeiro-ministro

A Suprema Corte paquistanesa destituiu na terça-feira o até então chefe do Executivo, dois meses depois de ter sido condenado por desacato, segundo informações da imprensa local. A corte mais alta do país ordenou que ele "deixasse de ser premiê do Paquistão."

Segundo a imprensa local, as preocupações do PPP se centram na busca por um novo primeiro-ministro que substitua Gilani e permita encerrar a legislatura - que termina no início de 2013 -, já que parece descartada a convocação eleitoral.

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Segundo o diário Dawn, o presidente Asif Ali Zardari aceitou a decisão judicial, mas rejeitou frente à cúpula do PPP antecipar o pleito, apesar de a sentença do Supremo pressionar o presidente a "dar passos para seguir com o processo democrático".

A lista de possíveis candidatos com que trabalha e imprensa paquistanesa é muito longa, mas um dos nomes mais fortes é o de Makhdoom Shahabuddin, destaque do partido governista procedente do sul da província de Punyab, a mais povoada do país.

Outro foco de preocupação para Zardari é superar as consequências legais da sentença ditada na terça-feira pela Suprema Corte, já que pode ter efeitos retroativos.

Saiba mais: Supremo do Paquistão exige reabertura de investigação

Segundo o veredicto, Gilani ficou desabilitado no momento que foi condenado por desacato em 26 de abril, o que desperta dúvidas sobre a validade das decisões do governo desde então, especialmente sobre orçamento.

Em abril, a Suprema Corte condenou Gilani por não investigar as acusações de corrupção que recaíam contra Zardari. À época, Gilani só recebeu uma sentença simbólica e foi poupado da prisão. O caso é parte de uma amarga disputa entre o governo civil paquistanês e o Judiciário do país.

*Com EFE

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