Após vitória eleitoral, conservadores gregos tentam ampla coalizão de governo

Líder do Nova Democracia disse que tentará engajar a maior quantidade de partidos apesar de segundo colocado, o esquerdista Syriza, já ter rejeitado participar

iG São Paulo | - Atualizada às

O vencedor da eleição grega , Antonis Samaras , disse nesta segunda-feira que continuará seus esforços para engajar a maior quantidade possível de partidos e formar uma ampla coalizão de governo, apesar da recusa do partido de esquerda radical Syriza, que ficou em segundo nas eleições de domingo, de participar do governo.

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AP
Primeira página de jornal mostra líder do partido vencedor das eleições na Grécia, Antonis Samaras

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O líder do conservador Nova Democracia (ND), que ficou em primeiro lugar mas sem assentos suficientes no Parlamento para governar sozinha, disse que persistirá em seus esforços porque a endividada Grécia precisa ser governada "imediatamente".

Samaras recebeu nesta segunda-feira o mandato do presidente da República grega, Karolos Papoulias, para formar um Executivo, depois que seu partido venceu no domingo com 29,7% dos votos. Com esse percentual, terá 129 cadeiras das 300 do Parlamento, e por isso necessita do apoio de alguma outra formação para alcançar a maioria.

O vencedor das eleições também afirmou que seu eventual governo respeitará os pactos com a União Europeia (UE), mas que buscará a " renegociação" dos termos das medidas de austeridade em troca das ajudas internacionais. "Ontem (domingo) disse que a Grécia respeita sua assinatura. Ao mesmo tempo queremos a renegociação do plano de resgate", disse.

O conservador fez as declarações depois de negociações nesta segunda-feira com o líder do Syriza, Alexis Tsipras, que prometeu um oposição "ativa" e "construtiva". Com 26,9% dos votos, o Syriza conquistou 71 cadeiras.

Reconhecendo sua derrota , Tsipras conclamou a legenda conservadora a formar um governo de forma "imediata". Ele também assegurou que, em caso de renegociação do memorando de medidas de austeridade, como prometeu Samaras antes das eleições, o Syriza "se manterá em contato permanente" com o líder do ND.

"Disse também ao presidente do Nova Democracia que seria um desastre uma nova redução de salários e de pensões", declarou o líder esquerdista.

*Com AP e EFE

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