Obama diz que eleição determinará rumo da economia

Em fase difícil na campanha após dados ruins sobre a geração de emprego, presidente dos EUA diz que rival republicano esvairá classe média

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, descreveu nesta quinta-feira sua disputa pela reeleição contra o republicano Mitt Romney como um confronto entre filosofias opostas e disse que seu rival esvairá a classe média.

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Presidente dos EUA, Barack Obama, fala durante evento de campanha em universidade de Ohio em palanque com a palavra 'Adiante'

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Num discurso de alta voltagem política, que deve ditar o tom da campanha até a eleição de novembro , Obama acusou Romney de querer reavivar as políticas econômicas republicanas que antecederam à crise financeira de 2008, da qual o país ainda não se recuperou totalmente.

"Não podemos nos dar ao luxo de ameaçar o futuro repetindo os erros do passado. Não agora, não quando temos tanta coisa em jogo", disse o presidente democrata para cerca de 1,5 mil pessoas numa faculdade de Ohio, num palanque diante da palavra "Adiante".

Romney também esteve em Ohio, encerrando seu discurso quatro minutos antes de Obama subir ao palanque. "Ele é presidente há três anos e meio. E falar é fácil, as ações é que falam bem alto. Se você quiser ver os resultados das políticas econômicas dele, olhe em Ohio, olhe no país todo", disse o republicano numa fábrica em Cincinnati.

Obama atravessa uma fase difícil na sua campanha, após a divulgação de dados ruins sobre a geração de empregos, e de uma frase infeliz, em que disse que o setor privado "está indo bem", o que críticos interpretaram como um sinal de que o presidente está alheio aos problemas do país. Nesta quinta-feira, Obama admitiu que a declaração foi um erro.

Uma pesquisa Ipsos/Reuters divulgada na terça-feira mostrou que a aprovação popular de Obama caiu ao menor nível desde janeiro, ficando em 47%, e que a vantagem dele sobre Romney praticamente desapareceu.

Até novembro, Obama terá de procurar um equilíbrio em seu discurso - por um lado, ele precisa argumentar que a economia está indo na direção certa, mas não pode subestimar as dificuldades que muitos americanos enfrentam. Se ele fizer acusações demais contra os republicanos, críticos podem acusá-lo de estar se esquivando das suas responsabilidades.

Uma boa notícia para Obama foi a notícia Gallup divulgada nesta quinta-feira, mostrando que dois terços dos americanos atribuem a crise econômica ao antecessor dele, o republicano George W. Bush (2001-2009). Apenas metade dos entrevistados acha que o atual presidente tem alguma culpa.

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