Nobel da Paz Suu Kyi parte de Mianmar para sua 1ª viagem à Europa em 24 anos

Viagem de líder da oposição por Suíça, Noruega, Irlanda, Reino Unido e França será marcada por vários discursos, incluindo o relativo ao Nobel que recebeu há 21 anos

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A Nobel da Paz e líder da oposição birmanesa, Aung San Suu Kyi , partiu nesta quarta-feira de Rangun para sua primeira viagem europeia - que a levará a Suíça, Noruega, Irlanda, Reino Unido e França - em 24 anos.

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Aung San Suu Kyi é recebida por partidários ao chegar à sede de seu partido em Yangon, Mianmar (08/05)

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Suu Kyi, de 66 anos, deve fazer sua primeira escala em Genebra, onde discursará em uma conferência da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e depois irá a Oslo para ler um discurso diante do comitê que a concedeu o Nobel há 21 anos.

A líder da oposição em Mianmar, cujo itinerário não foi revelado pela Liga Nacional para a Democracia, seu partido, partiu de Rangun às 10h20 locais (0h50 de Brasília).

A ativista birmanesa, que na época não pôde receber o prêmio por encontrar-se sob prisão domiciliar por ordem da então junta militar, receberá em Dublin um prêmio da Anistia Internacional das mãos do cantor irlandês Bono, vocalista do U2.

Em Londres, falará perante o Parlamento britânico, uma honra reservada normalmente a chefes de Estado ou de governo e, no final de sua viagem, se reunirá em Paris com o presidente francês, François Hollande , entre 26 e 29 de junho.

No mês passado, Suu Kyi viajou à Tailândia , em sua primeira viagem ao exterior em 24 anos, para participar do Fórum Econômico Mundial para a Ásia Oriental e reunir-se com a comunidade de imigrantes e os refugiados foragidos de décadas de conflito étnico em Mianmar.

A ativista birmanesa, que em maio assumiu uma cadeira no Parlamento birmanês , é uma das personagens mais midiáticas da Ásia por sua perseverante luta contra a ditadura militar desde 1988 até a dissolução da última Junta Militar, no ano passado.

Em todos esses anos, passou de forma intercalada 15 anos sob prisão domiciliar em Rangun por pedir reformas de forma pacífica, a última vez entre 2003 e 2010. Apesar de as eleições legislativas de março terem sido vencidas pelos ex-generais alinhados ao antigo regime militar, está em andamento em Mianmar um incipiente processo democrático aplaudido pela comunidade internacional.

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