No Twitter, Valérie Trierweiler apoia dissidente socialista em vez de Ségolène Royal, do partido de seu marido; há rumores de que líder francês deu aval a tweet

EFE

A primeira-dama francesa, Valérie Trierweiler , atraiu as atenções dos eleitores nesta terça-feira com um tweet inoportuno que reacendeu seus atritos com Ségolène Royal, ex-companheira do presidente François Hollande .

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Primeira-dama Valérie Trierweiler e presidente francês, François Hollande, participam em Tulle de marcha em homenagem a vítimas do nazismo (09/06)
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Primeira-dama Valérie Trierweiler e presidente francês, François Hollande, participam em Tulle de marcha em homenagem a vítimas do nazismo (09/06)

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A um dia da publicação da lista de candidatos para o segundo turno da eleição para a Assembleia Nacional (câmara baixa parlamentar), a cena política francesa foi marcada pela mensagem em que Valérie manifestava seu apoio ao político Olivier Falorni, dissidente do Partido Socialista (PS) e rival de Ségolène na circunscrição de La Rochelle.

"Ânimo a Olivier Falorni, que não perdeu a dignidade e se mostra ao lado de La Rochelle há tantos anos com um compromisso altruísta", disse a primeira-dama no microblog, demonstrando apoio ao ex-membro do partido de Hollande e de Ségolène, cujas chances de se tornar deputada estão ameaçadas por Falorni.

A primeira-dama já tinha advertido em entrevista à revista Femme Actuelle antes das eleições presidenciais que Hollande não influenciaria seus tweets.

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O primeiro-ministro francês, Jean-Marc Ayrault, disse nesta terça-feira que Hollande apoia "a fundo" a candidatura da ex-companheira, mas pessoas próximas a Falorni, segundo fontes citadas pela emissora Itélé, indicam que o presidente sabia das intenções de Valérie e lhe teria dado aval para apoiar o rival de Ségolène.

A reta final das legislativas francesas tomou assim uma aparência de crônica social, horas antes da divulgação dos nomes que concorrerão no próximo domingo para completar as 577 cadeiras da Assembleia Nacional.

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