Após bom desempenho dos socialistas no primeiro turno da eleição parlamentar, Hollande pode não precisar de esquerda radical para aprovar leis

O presidente da França, François Hollande , ficou mais perto de conseguir uma maioria absoluta no Parlamento após o bom desempenho do Partido Socialista, ao qual pertence, no primeiro turno das eleições legislativas , realizados neste domingo.

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Jovens partidários dos socialistas comemoram em Paris o bom desempenho do partido no primeiro turno da eleição parlamentar da França (10/06)
AP
Jovens partidários dos socialistas comemoram em Paris o bom desempenho do partido no primeiro turno da eleição parlamentar da França (10/06)

O Partido Socialista e seus aliados da esquerda tiveram 46% dos votos, ficando à frente do bloco de centro-direita, que teve 34% dos votos, e da Frente Nacional, de extrema direita, que teve 13,6%. Institutos de pesquisa estimam que após o segundo turno, marcado para 17 de maio, os socialistas terão, sozinhos, entre 283 e 329 assentos no Parlamento. Para ter maioria absoluta, um partido precisa ter 289 assentos.

As projeções indicam que Hollande pode não precisar do apoio da esquerda radical, cética sobre a zona do euro, para aprovar projetos de lei, evitando potenciais obstáculos no momento em que a Alemanha pressiona seus parceiros a buscar uma união fiscal na Europa.

"A percepção de que a crise é séria e que o governo precisa de espaço de manobra para colocar o país de volta em seu caminho está pesando a favor para o governo conquistar a maioria absoluta", disse a analista política da consultoria CAP Stephane Rozes.

Hollande também precisa de uma maioria consistente para aprovar os ajustes no Orçamento de 2012 que buscam um leve crescimento, e para uma reforma tributária que inclua o aumento dos impostos dos ricos para financiar os gastos planejados em investimentos.

Os socialistas foram cautelosos na comemoração, mantendo a cobrança sobre os eleitores para comparecerem no segundo turno.

Conquistar o poder na câmara baixa pela primeira vez em uma década será um grande triunfo para a esquerda, após ter conquistado o controle do Senado em 2011 e voltado à presidência em maio, após 17 anos.

"A mudança está começando", disse o primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault. Mas ele alertou: "Tudo depende do próximo domingo."

Com Reuters e AP

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