Em 10 anos, 18% dos retirados da área de Fukushima não poderão voltar para casa

Nas áreas mais próximas à usina afetada por tsunami de 2011, radiação manterá afastados 32% dos ex-habitantes até pelo menos 2017

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Do total de 86 mil retirados da região da usina de Fukushima após a crise nuclear causada pelo tsunami de 2011, 18% não poderão voltar a suas casas depois de pelo menos dez anos, de acordo com estudo do governo japonês.

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Segundo as estimativas, a radiação nas regiões mais próximas da unidade atômica manterá afastados de suas casas e municípios 32% dos ex-habitantes por ao menos até 2017, segundo a rede japonesa NHK.

O estudo, que foi apresentado aos governos locais da Província de Fukushima (nordeste), foi feito com os prognósticos com que o governo trabalha após coletar os dados de radiação atmosférica na região.

Ao menos seis das 11 cidades e municípios que ficam dentro da área de retirada de 20 km imposta pelo governo ao redor da central, superam ainda, mais de um ano e três meses depois da tragédia, o limite de segurança de 20 milisieverts anuais, disse a NHK.

O estudo também detalha que a percentagem dispara nos municípios mais próximos à unidade, como em cidades como Okuma, onde o governo considera que 81% terão dificuldades para retornar a suas casas nos próximos dez anos, ou em Futaba, onde o mesmo se aplicará a 49% dos retirados.

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