Líder palestino oferece diálogo a Israel sobre anistia e armas

Abbas propõe libertação de prisioneiros e quer autorização para rearmar sua polícia antes de "sentar na mesma mesa que Netanyahu"

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PARIS, 8 Jun (Reuters) - O presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse nesta sexta-feira que está preparado para manter um diálogo com Israel se o governo israelense libertar prisioneiros e autorizar que sua polícia seja rearmada, mas que não haveria uma negociação de paz total até que os assentamentos na Cisjordânia fossem suspensos.

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Presidente francês, François Hollande (E), recebe presidente palestino, Mahmoud Abbas, para encontro no Palácio do Eliseu


"Recentemente dissemos a eles que se Israel aceitar libertar prisioneiros e nos permitir rearmar a polícia, então voltaríamos a sentar na mesma mesa que Netanyahu", disse Abbas em referência ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

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"Se o senhor Netanyahu está de acordo... então estabeleceremos um diálogo, mas isso não significa uma negociação", disse Abbas a jornalistas durante uma visita a Paris, na França.

As negociações patrocinadas pelos Estados Unidos sobre a criação de um Estado palestino junto a Israel foram paralisadas em 2010 em uma disputa pelos assentamentos israelenses no território ocupado, uma porção de terra que prometeu anexar sob qualquer eventual acordo.

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Israel libertou no passado alguns prisioneiros da facção Fatah, de Abbas, o que descreveu como um gesto de boa vontade aos palestinos.

Os israelenses também estão em coordenação regular com as forças de segurança de Abbas na Cisjordânia e têm voz sobre o armamento e o posicionamento delas.

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