Missão humanitária aguarda libertação de jornalista francês na Colômbia

Romeo Langlois, sequestrado pelas Farc há um mês, deve ser libertado nesta quarta-feira em San Isidro, sul do país

iG São Paulo |

A missão humanitária que vai resgatar o jornalista francês Romeo Langlois, sequestrado há um mês pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), já está na remota aldeia de San Isidro, no sul do país, onde o grupo prometeu libertá-lo nesta quarta-feira.

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AP
O jornalista francês Romeo Langlois depois de ser capturado, em imagem de vídeo divulgada nesta segunda-feira

A delegação é integrada, entre outros, por representantes do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), o delegado do governo da França, Jean-Baptiste Chauvin, e a ex-senadora Piedad Córdoba.
Eles iniciaram a missão de resgate por volta das 5h no horário local (7h de Brasília) e a libertação deve acontecer a partir das 18h (20h de Brasília). Em seguida, Langlois será levado ao aeroporto de Florença para que possa viajar até Bogotá e, de lá, seguir em um voo para Paris.

O jornalista foi sequestrado em 28 de abril, quando os guerrilheiros fizeram uma emboscada ao batalhão que o acompanhava na cobertura de uma operação antinarcóticos em uma zona rural de Montañita, município do Departamento (Estado) de Caquetá, sul da Colômbia.

No confronto, quatro militares morreram.

Langlois foi ferido no braço em meio ao combate entre os militares que o acompanhavam e um grupo de guerrilheiros em Caquetá.

"Na verdade não pensava que isso se tornaria tão terrível. Eles (os militares) iam destruir um laboratório, eu faria umas tomadas", disse o repórter em um vídeo que teria sido gravado por guerrilheiros em uma data não informada e divulgado nesta segunda-feira.

O embaixador da França em Bogotá, Pierre-Jean Vandoorne, assegurou que, segundo suas informações, o jornalista está em bom estado de saúde. "Parece que Romeo está bem. Seu ferimento foi bem cuidado e não temos preocupações particulares a respeito", disse à rádio Caracol.

"O que mais quer depois de abraçar seus amigos em Bogotá (...) é retornar à França para abraçar seus pais, que o aguardam", acrescentou Vandoorne.

As Farc são a principal guerrilha da Colômbia, com mais de 45 anos de luta armada e cerca de 9,2 mil combatentes. Em fevereiro, anunciaram o fim do sequestro de civis com fins de extorsão econômica e, em abril libertaram, os últimos dez policiais e militares que mantinham como reféns.

Com EFE e AP

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