Líder francês visita Cabul para 'explicar' retirada antecipada a soldados

Em visita surpresa ao Afeganistão, Hollande afirma que França não terá tropas de combate no país após 31 de dezembro de 2012

EFE |

O presidente da França, François Hollande, fez uma visita surpresa ao Afeganistão nesta quarta-feira para “explicar” aos soldados franceses o motivo de ter decidido retirar todas as tropas do país até o fim de 2012. “A ameaça terrorista que ameaçou nosso território não desapareceu, mas diminuiu”, disse o líder a militares em Cabul. “É simples: vocês cumpriram sua missão.”

Leia também: Afeganistão assumirá missões de combate em 2013, anuncia Otan

Reuters
François Hollande visita base militar francesa no Afeganistão

De acordo com Hollande, a retirada antecipada será coordenada com os Estados Unidos e os demais países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). O presidente afirmou que 2 mil dos 3,3 mil militares franceses no Afeganistão deixarão o país até o fim de 2012. Ele não especificou por quanto tempo os demais 1,4 mil militares continuarão no país.

“Não teremos mais forças de combate no Afeganistão após 31 de dezembro. Falo especificamente de forças de combate: ainda teremos tropas dedicadas a treinar os soldados afegãos que continuarão presentes em hospitais e aeroportos”, afirmou, em Cabul. “Não estamos abandonando o Afeganistão. É uma continuação. Continuaremos envolvidos, mas de forma diferente.”

Hollande também se reuniu com o presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, para discutir os planos de retirada. A viagem, que durou cerca de seis horas, foi mantida em segredo por razões de segurança.

Na segunda-feira, o presidente dos EUA, Barack Obama, e os líderes da Otan concordaram em pôr fim a seu papel de liderança na guerra de uma década no Afeganistão no próximo verão (a partir de julho no Hemisfério Norte), dizendo que é o momento de a população afegã assumir a responsabilidade por sua própria segurança.

Pelo cronograma acordado entre os líderes, a guerra será finalizada totalmente no fim de 2014 , uma estratégia que significa que seus soldados ainda estão em combate por mais outros dois anos.

Reunido na cidade natal de Obama, Chicago, a coalizão de 50 membros e aliados da Otan declararam uma "transição irreversível" que colocará as forças afegãs na liderança da missão de combate em meados de 2013. Mas mesmo em um pano de fundo, as forças americanas e todas as demais ainda enfrentarão combates e ataques até o fim do conflito.

Em resumo, os parceiros, liderados por Obama, estão mantendo o curso, atendo-se a um cronograma há muito estabelecido e indicando que não reconsiderarão a decisão de sair.

Com AP e EFE

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