Homem diz ter matado menino desaparecido em NY em 1979

Segundo NYT, Pedro Hernandez afirmou ter estrangulado Etan Patz, cujo desaparecimento aos seis anos comoveu os EUA

iG São Paulo |

AP
Foto sem data de Etan Patz, menino que desapareceu em 25 de maio de 1979 em NY
Um homem está sob custódia após ter dito que estrangulou Etan Patz, menino que desapareceu em Nova York em 1979, aos seis anos. O caso provocou comoção nos Estados Unidos e ajudou a criar um movimento para busca de crianças desaparecidas em todo o país.

A polícia de Nova York anunciou nesta quinta-feira que o suspeito estava sob custódia e prometeu mais informações em algumas horas. Uma autoridade ouvida pelo jornal The New York Times que não quis ser identificada disse que o homem é Pedro Hernandez, que em 1979 trabalhava em uma loja próxima à casa do menino, no bairro do Soho.

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Segundo o NYT, Hernandez disse a investigadores que estrangulou Etan, colocou seu corpo em um saco e depois em uma caixa. Ele afirmou ter deixado essa caixa em um local de Manhattan, que não estava lá quando ele voltou para buscá-la, dias depois. Outra autoridade ouvida pelo jornal, porém, disse que Hernandez afirmou ter descartado o corpo imediatamente após estrangular o menino. Depois, ele se mudou para o condado de Camden, no sul de Nova Jersey.

Não está claro em que momento Hernandez se tornou um suspeito, embora autoridades tenham dito que investigadores tinham rastreado e entrevistados vários de seus familiares. Segundo o NYT, o suspeito estava emocionado durante a confissão, que foi gravada.

Também não está claro se a polícia possui evidências que comprovam o relato de Hernandez e seu motivo para matar Etan, que desapareceu em 25 de maio de 1979, quando saiu sozinho de casa pela primeira vez para pegar o ônibus escolar.

Em 1983, o então presidente Ronald Reagan declarou 25 de maio o Dia Nacional das Crianças Desaparecidas. Em 2001, a família Patz conseguiu uma declaração oficial de que Etan estava morto.

O rosto de Etan foi o primeiro a aparecer em embalagens de leite, numa tentativa de descobrir pistas sobre o que havia acontecido - procedimento que hoje é comum no país na busca por menores desaparecidos.

Durante anos as investigações se concentraram no suspeito José Antonio Ramos, que foi condenado por abusar de crianças e conhecia a babá de Etan. Mas ele nunca foi indiciado pelo desaparecimento do menino.

Em abril, investigadores foram levados a suspeitar de um carpinteiro que teria conhecido Etan na véspera de seu desaparecimento e dado um dólar ao menino. O prédio onde ele morava ficava a apenas um quarteirão da casa da família Patz e no caminho do ponto de ônibus.

Após receberem uma denúncia de que os restos mortais de Etan estavam enterrados no porão da casa do carpinteiro, no bairro do SoHo, a polícia fez escavações no local. Nada foi encontrado e o homem, de 75 anos, negou envolvimento.

Com AP e BBC

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