Chávez reaparece na TV e promete 'vitória sem precedentes' na eleição

Presidente venezuelano faz primeira aparição desde que voltou de Cuba, há 11 dias, após última sessão de radioterapia

iG São Paulo |

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, comandou nesta terça-feira a reunião semanal do conselho de ministros, em um evento transmitido ao vivo pela TV que representou sua primeira aparição pública desde que voltou de Cuba, há 11 dias. Na ilha, Chávez foi submetido ao último ciclo de radioterapia como parte de seu tratamento contra o câncer.

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Durante a reunião, Chávez prometeu uma vitória “sem precedentes” nas eleições presidenciai s de outubro, quando enfrentará o candidato único da oposição, Henrique Capriles .

"Vão ser derrotados em todas as frentes, a derrota que vamos aplicar não terá precedentes na história política deste país", afirmou Chávez, que busca ser reeleito para um terceiro mandado.

Vestido de azul, fazendo brincadeiras, Chávez reiterou que inscreverá sua candidatura presidencial em junho, dentro do prazo fixado pelo Conselho Nacional Eleitoral. Ele disse, também, que seu governo é “garantia de paz” e advertiu que uma vitória da oposição colocaria a Venezuela “na violência, na loucura e na instabilidade”.

“Dizem que não vou ser candidato, que Chávez não pode, não sabe, que anda nas nuvens”, afirmou o presidente. “Mas são vocês (oposição) que andam nas nuvens.”

A saúde do líder de 57 anos é considerada segredo de Estado e o que se sabe oficialmente é que foi submetido a três cirurgias e removeu dois tumores malignos na região pélvica. Uma fonte próxima à equipe médica disse à Reuters que Chávez tem dores em uma perna, consequência da doença, o que dificulta aparições públicas.

Lei aprovada

Também na terça-feira, o Parlamento venezuelano aprovou uma lei que permitirá às Forças Armadas interceptar e inutilizar aviões que infrinjam as normas do espaço aéreo, o que inclui as aeronaves vinculadas ao narcotráfico, uma proposta de Chávez.

A Assembleia Nacional aprovou por unanimidade a Lei de Controle para a Defesa Integral do Espaço Aéreo.

A legislação de 12 artigos inclui "todos aqueles aspectos que impediam o exercício pleno da defesa dos altos interesses nacionais", afirmou um comunicado da Assembleia

Com Reuters e AFP

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