Ataque suicida contra soldados deixa mais de 90 mortos no Iêmen

Homem-bomba vestido com uniforme militar detona explosivos durante ensaio para desfile que aconteceria na terça-feira

iG São Paulo |

Um ataque suicida deixou 96 soldados mortos nesta segunda-feira na capital do Iêmen, Sanaa. O atentado, o mais mortal na cidade em vários meses, aconteceu durante o ensaio de um desfile militar e foi cometido por um homem-bomba que participava do evento e estava vestido com um uniforme.

A emissora britânica BBC disse ter recebido um telefonema de um integrante da Al-Qaeda reivindicando o ataque, mas o governo disse ainda estar investigando o caso. Nos últimos dias, operações do Exército iemenita contra o braço da rede terrorista no país deixaram dezenas de militantes mortos.

Leia também: Novo presidente do Iêmen enfrenta ameaça terrorista no sul do país

AFP
Policial militar iemenita mostra as mãos cheias de sangue enquanto trabalha em local de ataque suicida em Sanaa

Partes de corpo eram vistas em meio a poças de sangue no local do ataque. “É um verdadeiro massacre”, disse o soldado Ahmed Sobhi, que testemunhou o atentado. “Há pilhas de partes de corpos, membros, cabeças. É inacreditável”.

De acordo com autoridades iemenitas, o suicida detonou seus explosivos minutos antes da chegada do ministro da Defesa, Mohammed Nasser Ahmad, e o chefe do Estado-Maior, Ali al Ashual, que iriam ao local para cumprimentar as tropas. Eles não ficaram feridos.

O ensaio era para um desfile que aconteceria na terça-feira em comemoração ao Dia Nacional do Iêmen. Os soldados alvos do ataque eram, em sua maioria, de uma força militar comandada por Yahya Saleh, sobrinho do ex-presidente Ali Abdullah Saleh, que deixou o cargo em fevereiro após meses de protestos contra seu regime.

Saleh deixou o poder após assinar um acordo de transferência de poder que lhe deu imunidade judicial.

O novo presidente, Abed Rabbo Mansour Hadi, prometeu reestruturar o Exército, tirar parentes de Saleh do comando e combater o braço da rede terrorista Al-Qaeda no país, que aproveitou a turbulência política para se expandir.

Desde que a revolta começou, militantes invadiram cidades do sul do país , expulsando forças de segurança do governo. Recentemente, o Exército lançou uma operação contra os militantes, num esforço conjunto com militares americanos, que deixou dezenas de mortos nos últimos dias.

Autoridades do Iêmen disseram que três funcionários da Guarda Costeira americana que estão no país dando treinamento foram alvos de um ataque no domingo. Eles estavam em um carro em Hodeida quando supostos militantes da Al-Qaeda que estavam em outro veículo começaram a atirar, deixando um dos americanos feridos. No entanto, a Guarda Costeira negou as informações, dizendo que não há nenhum funcionário da organização na missão de treinamento dos EUA no Iêmen.

Com AP e EFE

    Leia tudo sobre: iêmenterrorismosanaasalehmundo árabeal-qaeda

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG