Manifestantes ferem presidente interino do Mali durante invasão

Traore foi levado a hospital com ferimento na cabeça após manifestantes entrarem em seu escritório para protestar contra a extensão de sua permanência no poder

iG São Paulo |

Manifestantes forçaram nesta segunda-feira sua entrada no escritório do presidente interino do Mali, Dioncounda Traore, e o atacaram. Posteriormente, ele foi levado a um hospital inconsciente, disseram uma testemunha e colaboradores do líder.

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AP
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Traore foi levado ao Hospital Point G com um ferimento na cabeça, disse o estudante de medicina Sekou Yattara no local. O líder interino não estava consciente quando chegou, disse Yattar, acrescentando que soube sobre as condições do presidente por meio dos médicos que o estão tratando.

Um colaborador próximo a Traore, que falou sob condição de anonimato, disse ter sido informado pelos guarda-costas do presidente de que ele foi ferido quando os manifestantes invadiram seu escritório. O escritório está em um prédio localizado perto do palácio presidencial.

Milhares de pessoas protestaram no palácio presidencial em Bamako nesta segunda-feira contra um acordo alcançado pelas potências regionais que estendem o tempo em que Traore ficaria no poder.

Um repórter da Associated Press viu manifestantes invadirem o complexo presidencial. Segundo ele, antes da invasão dos manifestantes, os soldados que supostamente tinham de fazer a guarda do local fizeram um gesto com a mão indicando que os jovens podiam passar.

Os soldados fazem parte da junta militar que tomou o controle do poder em Mali em um golpe em março , revertendo décadas de democracia em um dos únicos países estáveis nessa volátil região da África. Sob pressão internacional, a junta concordou em abril em ceder poder para Traore , o ex-chefe da Assembleia Nacional, como previsto pela Constituição do país.

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A transição tem sido tudo menos tranquila, enquanto a junta continuou agindo como os governantes de facto do país. Durante o fim de semana, o líder da junta assinou outro acordo concordando em renunciar.

Traore também continua uma figura divisiva com boa parte da população pelo fato de ele ter chefiado a Assembleia sob o ex-presidente, cuja popularidade despencou por causa de sua alegada má condução da rebelião no norte do país.

*Com AP

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