Com medo de réplicas de tremor, italianos dormem em barracas e carros

Moradores do norte do país deixam suas casas temendo novos abalos, após terremoto de 6 graus deixar sete mortos no domingo

iG São Paulo |

Milhares de moradores do norte da Itália dormiram em barracas ou dentro de carros na madrugada desta segunda-feira, assustados com as mais de cem réplicas do terremoto de 6 graus de magnitude que deixou sete mortos na região no domingo.

"O medo de que a sua casa caia na sua cabeça é grande. Foi melhor dormir nessa barraca”, disse um homem que passou a noite acampado em uma rua da cidade de San Felice Sul Panaro.

Galeria: Veja fotos da destruição causada pelo tremor de terra na Itália

AP
Homem caminha entre barracas onde estão abrigados moradores que tiveram de deixar suas casas em Finale Emilia, na Itália

A chuva forte aumentou as dificuldades para os cerca de três mil moradores que tiveram que abandonar suas casas e dificultou ainda mais a situação para os trabalhadores da Defesa Civil.

Mas a maioria dos residentes disse ter ficado satisfeita com as equipes de resgate. "Eles armaram essas barracas muito rapidamente. Me senti segura", disse uma idosa.

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O presidente local de Emilia Romagna, Vasco Errani, disse que funcionários estão checando prédios do governo, escolas, empresas, casas, igrejas e outros edifícios históricos para avaliar os danos causados pelo terremoto. “Infelizmente as réplicas continuam e isso deixa os cidadãos preocupados”, afirmou, em entrevista à Sky TG24. “Há um aspecto psicológico em tudo isso, então estamos correndo para checar os prédios.”

Os estragos são enormes incluindo o desabamento de igrejas históricas e danos graves em um castelo do século 14 que sobreviveu a guerras e invasões.

A torre do relógio do século 14 em Finale Emilia foi dividida ao meio pelo tremor inicial, que aconteceu às 4h04 da madrugada (23h04 de sábado em Brasília). Apenas metade ficou de pé, mostrando os números de sete a onze. Doze horas depois, uma réplica de magnitude 5,1 derrubou a outra metade.

AP
Moradores passam por destroços de igreja que desabou em San Felice sul Panaro, no norte da Itália

O primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, que participava da reunião do G8 e da cúpula da Otan nos Estados Unidos, antecipou sua volta ao país por causa do terremoto e do ataque contra uma escola de Brindisi, que deixou um morto no sábado.

Em 2009, um forte tremor na cidade de Áquila , em Abruzo, região central do país, deixou mais de 300 mortos e 1,6 mil feridos, além de destruir construções históricas.

Com Reuters e AP

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