Reino Unido inaugura monumento a britânicos mortos nas Malvinas

Mais de 600 veteranos participam de cerimônia em Alrewas, na Inglaterra, trinta anos após guerra com a Argentina

iG São Paulo |

Reuters
Veterano toca placa que integra monumento em homenagem às vítimas britânicas da Guerra das Malvinas
Um monumento dedicado aos 255 britânicos mortos na Guerra das Malvinas, travada com a Argentina em 1982, foi inaugurado neste domingo em Alrewas, na região central da Inglaterra.

Mais de 600 veteranos e seus familiares participaram da cerimônia, que terminou com um voo de aeronaves usadas no conflito.

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Sara Jones, viúva do coronel H. Jones, que morreu na guerra, afirmou que as famílias buscavam um lugar “especial” ao qual pudessem ir. “É um lugar lindo onde podemos contemplar e lembrar em silêncio”, definiu.

O monumento principal é um muro de pedra de 1,92 metros com o formato da ilha. Há dois bancos e várias placas de granito em rochas tiradas das Malvinas, que o Reino Unido chama de Falklands.

A guerra começou após a invasão do arquipélago por forças argentinas enviadas pelo então ditador Leopoldo Galtieri.

O conflito, que acabou 74 dias depois com a rendição argentina ao Reino Unido, ajudou a pôr fim aos sete anos de ditadura argentina (1976-1983) e garantiu a reeleição da vencedora, a então primeira-ministra britânica Margaret Thatcher .

Mas o desfecho do conflito de 2 de abril a 14 de junho de 1982, que terminou com 655 argentinos e 255 britânicos mortos, não acabou com a disputa pela soberania das ilhas do Atlântico Sul.

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Desde então, a Argentina tentou quase todos os métodos para que o Reino Unido aceitasse negociar a soberania, como estabelece uma histórica resolução votada pela Assembleia da ONU em 1965. O Reino Unido rejeita a discussão com o argumento de que os kelpers (habitantes das ilhas) querem continuar sob soberania britânica, instituída no arquipélago em 1883.

O recente envio à região de uma fragata britânica e do príncipe William em uma manobra militar alimentou essa tensão e levou a Argentina à ONU para acusar Londres de militarizar o Atlântico Sul. Em meio a esse aumento de tensões, os países do Mercosul e associados se comprometeram em dezembro a proibir a entrada em seus portos de barcos com bandeira das Malvinas.

AFP
Mulher presta homenagem às vítimas britânicas da Guerra das Malvinas durante inauguração de monumento na Inglaterra

Com BBC, AFP e EFE

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