Eleitores gregos seguem divididos, mostram pesquisas

Levantamentos mostram disputa apertada entre coalizão de esquerda e conservadores a menos de um mês de nova eleição

iG São Paulo |

Pesquisas de opinião divulgadas neste sábado mostraram que os eleitores gregos continuam divididos quanto aos candidatos às eleições parlamentares de junho . Na primeira eleição, em 6 de maio , nenhum partido conseguiu obter as cadeiras necessárias para formar governo, e três tentativas de acordo entre eles fracassaram.

Das quatro pesquisas divulgadas no sábado, duas colocaram a coalizão de esquerda, conhecida como Syriza, liderando as intenções de voto. Por outro lado, os outros dois levantamentos mostraram o partido conservador Nova Democracia na liderança.

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AP
Morador de rua dorme em calçada de Atenas, na Grécia, atingida por dura crise

Três das quatro pesquisas mostraram uma diferença de menos de 1,7% entre os dois partidos. As regras eleitorais da Grécia dão à legenda vencedora um bônus automático de 50 assentos no Parlamento de 300 lugares, de forma que mesmo uma diferença mínima pode ter um papel decisivo para determinar como será formado o próximo governo.

A Grécia foi forçada a convocar uma nova eleição no dia 17 de junho depois que a votação de 6 de maio deixou o Parlamento dividido igualmente entre os grupos que apoiam e se opõem às políticas de austeridade associadas a um fundo de resgate de 130 bilhões de euros, acordado com os credores em março desse ano.

O fracasso dos dois partidos que dominaram a Grécia durante décadas – O Nova Democracia e o Pasok - em conseguir ganhar uma maioria pró-resgate e o sucesso da Syriza, que é contra o resgate e ficou em segundo lugar na eleição, sacudiu a Europa.

A esmagadora maioria dos gregos quer manter o euro, mas se opõe às condições de austeridade acordadas com a União Europeia e o FMI.

Se a Grécia desistir do resgate, os líderes da União Europeia dizem que vão retirar o apoio, o que vai levar o país à falência e a uma saída do grupo de moeda única. Pesquisas têm mostrado que o Syriza e os dois partidos pró-resgate melhoraram seu desempenho às custas dos partidos menores. Isso significa que seja quem vencer agora ficará numa posição mais forte do que da última vez.

Alexis Tsipras, de 38 anos, líder carismático do Syriza, surgiu na campanha eleitoral como uma estrela, sendo catapultado para a linha de frente da campanha antiresgate. Ele atrai principalmente a juventude, num país onde metade dos jovens está desempregada, após cinco anos de recessão.

Ele diz que os líderes europeus estão blefando quando alertam que a Grécia pode ser forçada a sair do grupo de moeda comum, e que a Grécia pode exigir condições muito mais favoráveis porque os países da União Europeia estarão desesperados para evitar o custo da quebra do bloco do euro.

O Nova Democracia e o Pasok vão tentar assustar os eleitores que desertaram os partidos tradicionais, alegando que a eleição de Tsipras significaria o fim da filiação da Grécia na zona do euro.

Com Reuters

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