Explosão em colégio na Itália deixa um morto e sete feridos

Bomba é detonada em frente a colégio cujo nome presta homenagem à juíza morta pela máfia há quase 20 anos

iG São Paulo |

Uma bomba explodiu neste sábado em frente a uma escola em Brindisi, na Itália, matando uma estudante de 16 anos e ferindo pelo menos sete. A instituição leva o nome de Francesca Morvillo, uma juíza antimáfia morta em um atentado em 1992, o que levantou suspeitas sobre a possibilidade de a máfia estar por trás a explosão, que não foi reivindicada por nenhum grupo.

AFP
Crianças observam local da explosão em Brindisi, na Itália

O presidente da Itália, Giorgio Napolitano, manifestou seu "pesar" aos familiares das vítimas do ataque, enquanto o primeiro-ministro italiano, Mario Monti, prometeu uma investigação sobre o caso.

"O governo tem a intenção de operar com firmeza e determinação na luta contra todo tipo de criminalidade e favorecer a máxima coesão de todas as forças políticas e sociais", afirmou Monti, que está nos Estados Unidos, onde participa da reunião do G8 em Camp David.

A bomba explodiu pouco antes das 8h (horário local), quando estudantes se preparavam para uma aula no instituto, especializado em treinamento para profissionais de moda e serviço social.

Melissa Bassi, 16 anos, morreu e outra menina passou por cirurgia e seu estado é grave. Segundo testemunhas, a forte explosão destruiu os vídeos do colégio e de edifícios próximos. Investigadores disseram que os artefatos de fabricação caseira estavam unidos a dois bujões de gás escondidos em mochilas que foram colocadas em um contêiner diante do colégio.

Autoridades investigam se há relação entre a explosão e a proximidade do 20º aniversário da morte de Francesa, assassinada junto a seu marido, o juiz Giovanni Falcone, ambos vítimas de um ataque da máfia Cosa Nostra que também matou três guarda-costas. Temendo novos atentados, a autoridades decidiram evacuar os demais colégios da região.

A ministra italiana do Interior, Anna Maria Cancellieri, afirmou que ainda não há elementos o suficiente para atribuir o ataque ao crime organizado. “Não é o tipo de ação usual da máfia”, afirmou, em entrevista à Sky News, se referindo ao fato de a Cosa Nostra, que atua na Sicília, geralmente ter como alvos juízes, procuradores ou grupos rivais, e não civis em uma escola.

Com EFE e AP

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