Governo interino toma posse na Grécia a um mês das novas eleições

Administração não será capaz de tomar nenhuma decisão vinculante, tendo como único objetivo liderar o país até as novas eleições

iG São Paulo |

O gabinete interino da Grécia tomou posse nesta quinta-feira e liderará o país até as novas eleições , em 17 de junho, depois de um impasse criado pelas eleições de 6 de maio ter desatado mais tumulto político e deixado em dúvida o uso do euro pelo país.

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Em meio a outros legisladores, membros do partido de extrema direita Aurora Dourada tomam posse no Parlamento grego
O gabinete de 16 membros fez o juramento ao cargo durante uma cerimônia na mansão presidencial em Atenas, seguida pela posse dos 300 membros do Parlamento, que assumirão suas cadeiras por apenas um dia antes de o órgão ser dissolvido para as novas eleições.

Os parlamentares foram eleitos na votação na primeira semana deste mês, que deixou nenhum partido com o número suficiente de votos para formar um governo. As negociações para formar uma coalizão entraram em colapso nove dias depois.

Entre os legisladores que assumiram seus assentos por um dia estavam os 21 do partido de extrema direita Aurora Dourada , que rejeita de forma veemente o rótulo de neonazista. A campanha do partido teve como base livrar a Grécia dos imigrantes e limpar bairros afetados pela criminalidade. A legenda também defende colocar minar ao longo da fronteira grega com a Turquia para impedir que mais imigrantes entrem no país.

O partido alcançou 7% dos votos em 6 de maio, um grande aumento em relação ao 0,31% conseguido na eleição parlamentar de 2009.

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O gabinete que tomou posse nesta quinta-feira é liderado pelo chefe do Conselho de Estado Panagiotis Pikrammenos, um juiz de 67 anos nomeado na quarta-feira como primeiro-ministro interino grego.

Giorgos Zanias, um importante negociador no acordo sobre o grande débito do país alcançado no início deste ano, foi nomeado ministro das Finanças interino. O diplomata veterano Petros Molyviatis assume como chanceler, posição que teve entre 2004 e 2006.

O governo interino não será capaz de tomar nenhuma decisão vinculante, tendo como único objetivo liderar o país até as novas eleições.

*Com AP

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