Pela primeira vez, forças europeias fazem ataque aéreo contra barcos e depósitos no território somali, e não em alto-mar

Forças navais da União Europeia (UE) que patrulham o Oceano Índico fizeram nesta terça-feira os primeiros ataques aéreos contra piratas no litoral, destruindo barcos, um depósito de amas e outro de combustível. A nacionalidade das forças que realizaram o ataque não foi divulgada.

Os ataques aconteceram no vilarejo de Handulle, na região de Mudug, na Somália. Ninguém morreu na operação, que representa um grave golpe para as ações piratas na região. Até então, ataque só tinham sido feitos contra navios em alto-mar.

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Pirata somali vigia costa de Hobyo, no nordeste da Somália (04/01/2010)
AFP
Pirata somali vigia costa de Hobyo, no nordeste da Somália (04/01/2010)

A União Europeia é o principal doador do governo de transição da Somália e participa do treinamento do Exército do país. Além disso, está reforçando a proteção marítima de cinco países vizinhos para que possam atuar contra os piratas.

“Essa ação (os bombardeios) é parte de um amplo trabalho da UE para resolver a crise na Somália”, afirmou Michael Mann, porta-voz da chefe da chanceler do bloco, Catherine Ashton. “Continuaremos ativos nessa questão.”

Desde dezembro de 2008 a UE tem entre cinco e dez navios no Chifre da África como parte de uma operação conhecida como Atalanta.

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) tem uma ação antipirataria similar, conhecida como Escudo Oceânico. Países como Estados Unidos, Índia, China, Rússia e Malásia também despacharam navios para patrulhar a região.

As forças marítimas da UE são responsáveis pela proteção de navios do Programa Mundial de Alimentos que levam ajuda humanitária para a Somália, além do suporte logístico às embarcações das tropas da União Africana que atuam no país.

O mandato da UE se tornou mais robusto em março, o que permitiu o ataque aéreo desta terça-feira contra instalações de piratas no litoral. Pela nova regra, as forças do bloco podem usar navios de guerra e helicópteros para atacar barcos, veículos e tanques usados por piratas.

Com AP

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