Departamento de Estado dos EUA visita ex-premiê ucraniana no hospital

Autoridades diplomáticas americanas estiveram com Yulia Tymoshenko, que foi transferida da prisão para o hospital semana passada

iG São Paulo |

Uma delegação do Departamento de Estado americano visitou nesta segunda-feira a opositora ucraniana e ex-primeira-ministra Yulia Tymoshenko , que foi transferida de sua prisão para o hospital .

Kiev: Oposição ucraniana se concentra em apoio a ex-premiê

AP
Eugenia, filha da ex-premiê presa Yulia Tymoshenko, discursa durante fórum da oposição em Kiev, Ucrânia (12/5)
A delegação liderada por um representante do escritório de democracia e direitos humanos do Departamento de Estado chegou à tarde ao hospital público de Kharkiv, no leste da Ucrânia, onde a opositora que sofre de hérnia de disco está hospitalizada desde quarta-feira da semana passada.

Essa é a primeira visita de autoridades do governo americano à opositora detida desde agosto do ano passado. Yulia Tymoshenko colocou fim a uma greve de fome de 20 dias, iniciada para protestar contra as agressões que ela teria sofrido na prisão.

Na sexta-feira, a presidente lituana, Dalia Grybauskaite, visitou a opositora no hospital. A ex-primeira-ministra foi condenada a sete anos de prisão por abuso de poder.

O caso provocou uma grave crise nas relações entre Kiev e o Ocidente, que suspeita de uma motivação política e exige a libertação da opositora.

EUA

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, declarou no dia 1º de maio que o governo americano está preocupado com o tratamento dado a Tymoshenko.

No sábado , mais de 2 mil ucranianos participaram de um congresso da oposição ao ar livre em Kiev para protestar contra o governo do presidente Viktor Yanukovych e exigir a libertação dos opositores detidos, entre eles a ex-primeira-ministra.

Os manifestantes se reuniram em uma praça do centro da cidade convocados por vários partidos da oposição, incluindo o de Tymoshenko.

Líderes da oposição também apresentaram um plano de ação conjunto visando às legislativas de 28 de outubro, consideradas pelo Ocidente como um teste para o poder ucraniano, muito criticado pelo retrocesso da democracia nessa antiga república soviética.

Presa desde agosto , Tymoshenko foi condenada em outubro à prisão por abuso de poder e enfrenta uma série de outras investigações judiciais. Esse caso provocou uma grave crise política nas relações entre Kiev e a União Europeia, que considera que a condenação tem uma motivação política.

Uma dezena de presidentes europeus boicotou uma cúpula prevista para esta semana na Ucrânia, forçando Kiev a adiar a realização do evento . A Comissão Europeia anunciou, por sua vez, que nenhum comissário viajará à Ucrânia para o Euro 2012 de futebol , co-organizado de 8 de junho a 1 de julho com a Polônia, e vários países europeus ameaçaram fazer o mesmo.

AFP
John Tefft (D), embaixador dos EUA na Ucrânia, e o vice-secretário assistente Labour Thomas Melia (E) após visita à ex-premiê em prisão de Kharvik

*Com AFP

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