Arsalá Rahmani, um dos principais negociadores entre o governo e Taleban, foi morto em Cabul; milícia islâmica nega autoria

Arsala Rahmani, um destacado membro do principal órgão negociador entre a insurgência e o governo afegão, foi assassinado neste domingo a tiros em Cabul, informou um membro do conselho de paz do qual Rahmani participava.

O assassinato aconteceu de manhã (hora local), quando ele ia para seu escritório na praça Dehbori, a oeste da capital afegã, e foi baleado por três desconhecidos que estavam dentro de um carro.

Os atiradores conseguiram fugir, segundo o porta-voz da polícia de Cabul, Hashmat Stanikzai.

O negociador fazia parte do grupo de ex-líderes da milícia islâmica do Taleban que tinham se unido aos esforços negociadores impulsionados pelas autoridades de Cabul e conduzia o diálogo para a transferência para prisões afegãs de presos taleban nas mãos dos EUA.

Rahmani, que foi vice-ministro de Educação no governo do líder do Taleban, mulá Omar, uniu-se ao conselho de paz no ano de sua criação, em 2010, e era uma das principais vias de aproximação entre o atual Executivo e a cúpula taleban, pouco disposta a negociar com Cabul.

A mostra mais evidente da rejeição ao órgão negociador afegão foi o ataque suicida lançado contra o chefe do conselho, o ex-presidente Burhanudin Rabbani , em setembro em sua residência da capital afegã.

Os militantes do Taleban sempre se mostraram reticentes a negociar com o governo presidido por Hamid Karzai, que consideram uma marionete dos interesses estrangeiros no Afeganistão. 

Apesar disso, Zabiula Mujahid, um dos porta-vozes do grupo islâmico, negou neste domingo a responsabilidade pela morte de Rahmani. "Negamos qualquer responsabilidade pelo assassinato de Rahmani", disse por telefone Mujahid.

*Com EFE

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