Na maior universidade cristã dos EUA, republicano diz que casamento é instituição entre homem e mulher após Obama apoiar união gay

O provável candidato republicano à Casa Branca, Mitt Romney, rejeitou com firmeza neste sábado o casamento entre pessoas do mesmo sexo, em um discurso na maior universidade cristã dos Estados Unidos, no Estado da Virgínia (leste).

Depois que o presidente Barack Obama, que concorre à reeleição nas eleições de novembro , manifestou publicamente seu apoio ao casamento entre gays e lésbicas , Romney disse que a "primazia da família" era a pedra angular dos princípios que sustentam a cultura americana.

Tema eleitoral: Obama declara apoio ao casamento gay

Provável candidato republicano às eleições dos EUA, Mitt Romney, discursa perante alunos da cristã Liberty University, em Lynchburg, Virgínia
AFP
Provável candidato republicano às eleições dos EUA, Mitt Romney, discursa perante alunos da cristã Liberty University, em Lynchburg, Virgínia
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Em um auditório lotado com pelo menos 20 mil pessoas, Romney cumpriu uma visita realizada anteriormente por outros candidatos republicanos, como Ronald Reagan ou George Bush pai. A Liberty University foi fundada pelo pastor Jerry Falwell, morto em 2007.

"Por causa do caráter fundamental desses princípios, eles podem se tornar temas de debate democrático", disse Romney aos estudantes. "Assim é hoje com a instituição duradoura do casamento. O casamento é uma relação entre um homem e uma mulher", disse com voz grave, desencadeando aplausos da multidão.

Em um primeiro momento, a comunidade evangélica havia criticado a visita de Romney à universidade pelo fato de ele ser mormón. O candidato não recebeu o apoio formal da universidade, mas seu atual presidente, Jerry Falwell Jr., o apresentou ao público como "o próximo presidente dos Estados Unidos".

Romney - que evitou mencionar a homossexualidade, os gays e as lésbicas de forma direta - disse anteriormente que era contra o casamento gay , embora os casais do mesmo sexo pudessem ter alguns direitos, como a adoção.

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O Estado da Virgínia é um dos principais campos de batalha na campanha para as eleições de novembro. A primeira-dama Michelle Obama se adiantou em relação a Romney ao pronunciar um discurso em outra universidade a menos de 145 km de distância de Lynchburg.

Com tantos graduados cristãos na plateia, Romney ressaltou a fé e "os compromissos da família" em seu discurso, que teve referências a Deus e ao que denominou como a "tradição judaico-cristã, que está na essência da liderança dos Estados Unidos no mundo".

"Os valores americanos favorecem a responsabilidade pessoal, a dignidade do trabalho, o valor da educação, o mérito do serviço, o altruísmo e a base, a importância da família", acrescentou.

Essa visita faz parte da campanha do republicano para ganhar o Estado-chave da Virgínia, onde Obama conquistou uma vitória histórica em 2008.

Pedido de Santorum

Em entrevista, o ex-senador Rick Santorum, que abandonou recentemente a disputa pela nomeação republicana nas primárias americanas, pediu que Romney utilize a questão do casamento gay como arma política. Ao canal local de Arkansas KARK, afiliada da CNN, o ex-rival de Romney afirmou que o assunto pode ser uma arma "muito potente" contra Obama.

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O apoio de Obama ao casamento gay aumentou sua arrecadação de fundos , mas a questão polêmica pode retirar votos do atual presidente entre grupos religiosos. "Essa é uma arma muito potente para o governador Romney se ele está disposto a intensificar sua campanha e atacar um presidente que está fora de contato com os valores dos EUA", disse Santorum.

Santorum expressou seu desejo de que o ex-governador de Massachusetts "mantenha sua posição sobre essa questão e entenda como seria prejudicial para a sociedade que ela mude". O ex-senador disse que Romney precisa explicar "os seus valores".

Santorum retirou sua candidatura presidencial em 10 de abril, alegando razões familiares, e anunciou seu apoio a Romney nesta semana.

*Com AFP e EFE

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