Austrália divulga imagens de brasileiro antes de ser morto

Roberto Laudisio foi morto em março por polícia que usou a arma de eletrochoque Taser; veja infográfico sobre recurso de defesa

iG São Paulo |

A TV australiana divulgou imagens inéditas de um vídeo que mostra o brasileiro Roberto Laudisio momentos antes de ser morto pela polícia do país.

Laudisio: Corpo de brasileiro morto na Austrália é enterrado neste domingo

nullO vídeo capturado pelas câmeras de segurança de uma loja de conveniência, em Sydney, mostra o jovem, sem camisa, entrando no local, conversando com o caixa e saindo.

O brasileiro Roberto Laudisio Curti, 21 anos, havia trancado a matrícula no curso de administração da PUC para estudar inglês em Sydney, na Austrália, onde foi morar com a irmã mais velha e seu marido australiano em junho do ano passado.

Na madrugada do dia 18 de março, ele foi perseguido por seis policiais que que usaram a arma de eletrochoque Taser.

O motivo da perseguição ainda não foi esclarecido. Segundo as primeiras informações, os policiais teriam desconfiado de alguma atitude do rapaz, que indicaria que ele estava sob o efeito de drogas - e tentaram abordá-lo.

A polícia disse ainda suspeitar que o brasileiro esteja envolvido em um "episódio" ocorrido dentro da loja de conveniências pouco antes da perseguição, onde teria roubado um pacote de biscoitos.

Críticas

A ação da políciua australiana foi duramente questionada pela família e um inquérito foi aberto para apurar o caso. A madrinha do jovem, Patricia Laudisio , criticou a falta de apoio do Itamaraty: "Estamos decepcionados com a postura do governo brasileiro, que não está fazendo pressão, não está cobrando", afirmou Patricia.

Procurada pelo iG , a assessoria de imprensa do Itamaraty disse que o Consulado do Brasil em Sydney está em "contato permanente" com a família de Laudisio e respeitando o pedido de privacidade feito pelos parentes. A assessoria acrescentou que a representação brasileira acompanha o caso de perto, mas tem atuação limitada em território estrangeiro, não podendo, por exemplo, investigar um crime.

Patricia disse também que a família enviou à Austrália exames médicos feitos por Roberto antes de embarcar, no ano passado. Segundo ela, os testes mostraram que o jovem tinha boas condições de saúde e nenhum problema cardíaco que pudesse explicar porque ele morreu ao ser atingido por uma arma que, em tese, não é letal. “Ele morreu porque recebeu quatro disparos de taser e ninguém aguenta quatro disparos de taser”, disse a madrinha do jovem.

Laudisio, que era órfão desde criança, foi enterrado no mesmo túmulo que os pais em 15 de abril.

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