Em julgamento de Breivik, sobreviventes relembram horror em Utoya

Testemunhas choram ao falar sobre ataque extremista que deixou 69 mortos na Noruega: "A maior parte dos meus amigos morreu"

iG São Paulo |

Sobreviventes relembraram os horrores do massacre na Ilha de Utoya ao prestar depoimento nesta quinta-feira no julgamento do extremista Anders Behring Breivik , que assumiu um duplo ataque em julho do ano passado que deixou 77 mortos . Além do atentado a tiros na ilha, ele também detonou um carro-bomba em Oslo .

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AP
Anders Behing Breivik é visto durante seu julgamento em Oslo, na Noruega

Muitos dos sobreviventes choraram ao testemunhar, emocionando também seus familiares e partes de vítimas do ataque a tiros que deixou 69 mortos, a maioria de jovens que participavam de um encontro do Partido Trabalhista.

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O sobrevivente Lars Henrik Rytter Oeberg disse que Breivik tinha “expressão de pedra” quando tentou atirar contra ele. Oeberg, que conseguiu escapar nadando, afirmou ter visto o extremista matar 14 pessoas.

“Vi um menino se agachando perto de uma rocha, cobrindo a cabeça. O agressor foi até ele e atirou em sua cabeça”, relatou. “A maior parte dos meus amigos morreu.”

Outro sobrevivente disse que Breivik andava calmamente “executando pessoas”. Uma terceira testemunha afirmou ter pensado que ser baleado era “apenas uma questão de tempo”.

Na quarta-feira, o tribunal negou um pedido de Breivik para se dirigir diretamente às testemunhas.

Durante todo o julgamento o extremista expressou poucas emoções e pareceu sorrir quando uma sobrevivente afirmou que ele emitiu “ sons de alegria ” durante o ataque na ilha. “Tenho certeza que ouvi gritos de alegria”, disse Tonje Brenna, 24 anos, secretária-geral do Movimento da Juventude Trabalhista, a primeira sobrevivente do massacre na ilha a testemunhar no julgamento de Breivik, na quarta-feira.

O extremista assumiu a responsabilidade pelo duplo ataque, mas se declarou inocente das acusações criminais dizendo que suas vítimas tinham traído a Noruega ao abraçar a imigração.

A questão crucial do julgamento é determinar a sanidade de Breivik e se ele será encaminhado a uma prisão ou à assistência psiquiátrica compulsória pelo ataque duplo. Uma avaliação psiquiátrica o caracterizou como psicótico e "delirante" , enquanto outra o considerou competente mentalmente para ser enviado à prisão.

Com BBC

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