Romney reafirma posição contrária ao casamento gay

Em contraponto à declaração de apoio feita por Obama, republicano disse que casamento deve ser restrito a um homem e uma mulher

iG São Paulo |

O pré-candidato republicano Mitt Romney reafirmou sua visão de que o casamento deve ocorrer entre homem e mulher, contrastando com o ponto de vista expressado pelo presidente americano, Barack Obama , nesta quarta-feira.

Posição: Obama declara apoio ao casamento gay

Segundo o ex-governador de Massachusetts, o casamento deve ser restrito a uma homem e uma mulher, posição que ele mantém desde que começou a concorrer para cargos públicos em sua carreira política.

AP
Romney fala a eleitores republicanos em Fort Lupton, Colorado
Provável republicano a receber a nomeação do Partido Republicano e disputar a Casa Branca com Obama, na eleição presidencial de 6 de novembro, Romney disse que os Estados deveriam ser capazes de decidir conceder certos benefícios legais a casais do mesmo sexo.

Para Romney, o casamento entre pessoas do mesmo sexo é “um tópico sensível e delicado”, depois da declaração feita por Obama nesta quarta-feira de que apoia o casamento gay.

Opinião: Cresce pressão para que Obama esclareça posição sobre casamento gay

Obama é o primeiro presidente americano a apoiar publicamente o casamento gay. Pesquisas mostram que a população americana está dividida sobre o tema.

Romney não foi tão longe a ponto de acusar Obama de ter mudado de posição sobre o tema. A repórteres, ele disse apenas que notícias indicam que Obama mudou de postura.

Declaração

A declaração de Obama em apoio ao casamento gay foi feita nesta quarta-feira ao "Good Morning America", da rede ABC News. "Afirmo que casais do mesmo sexo deveriam poder se casar", disse o presidente americano.

O apoio foi dado após o líder americano enfrentar crescente pressão sobre a questão depois de seu vice-presidente e seu secretário de Educação terem se declarado favoráveis às uniões entre pessoas do mesmo sexo. Na entrevista, Obama disse ter concluído que é importante para ele declarar essa convicção pessoal.

Obama afirmou que alcançou essa conclusão depois de debater a questão com membros de sua equipe, com funcionários gays e lésbicas e com sua própria família durante anos.
Segundo ele, os EUA estão cada vez mais confortáveis em relação ao casamento gay, citando como exemplo a opinião de suas próprias filhas sobre o assunto.

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“É interessante, porque parte disso (dessa discussão) é também geracional", disse. “Malia e Sasha (filhas) têm amigos cujos pais são casais homossexuais. Houve momentos em que eu e Michelle conversamos com elas durante o jantar, e expressaram seu desconforto com a possibilidade de os pais de seus amigos serem tratados de forma diferente. Isso não faz sentido para elas e, francamente, esse é o tipo de coisa que estimula uma mudança de perspectiva.”

Ele também mencionou os militares homossexuais que, apesar do fim de uma lei que os obrigava aesconder sua orientação sexual sob pena de exclusão, sentem-se "limitados (...) porque não podem se unir em matrimônio".

Além disso, o presidente afirmou que havia conversado com estudantes republicanos que, mesmo manifestado suas divergências em relação à sua política econômica ou diplomática, "acreditavam na igualdade" em matéria de direitos dos homossexuais.

“As palavras do presidente Obama serão celebradas por gerações futuras”, disse Chad Griffin, presidente da Campanha para Direitos Humanos, grupo de apoio ao movimento gay. “Para os milhões de jovens americanos gays e lésbicas do país, as palavras do presidente oferecem eperança de que eles serão a primeira geração que cresceu com liberdade de exercer plenamete o sonho americano. O casamento, com a promessa de amor, o companheirismo e a família, são fundamentais para a realização desse sonho”

Segundo o New York Times, a senadora democrata por Nova York Kirten Gillibrand qualificou a declaração de Obama como “um momento decisivo na histórica da América”.

O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, prevê que mais políticos declarem apoio ao casamento gay: “Não tenho dúvida que essa será a exceção”.

Gary Bauer, presidente da organização conservadora American Values, criticou Obama por desviar o foco de atenção do país dos problemas econômicos. “Trata-se de uma manobra política destinada a dinamizar a esquerda de base e distrair os americanos de suas desastrosas políticas econômicas”.

*Com AP

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