Líder pró-democracia Aung San Suu Kyi obtém passaporte em Mianmar

Nobel da Paz, que tomou posse no Parlamento recentemente, deve viajar em junho à Noruega e ao Reino Unido, onde vivem seus filhos

iG São Paulo |

A líder pró-democracia birmanesa e Nobel da Paz Aung San Suu Kyi conseguiu um passaporte e poderá realizar sua primeira viagem ao exterior em mais de duas décadas, após ter passado mais de 15 anos sob prisão domiciliar em seu país.

Aung San Suu Kyi: Líder pró-democracia toma posse no Parlamento de Mianmar

AP
Aung San Suu Kyi é recebida por partidários ao chegar à sede de seu partido em Yangon, Mianmar (8/5)
Fontes da Liga Nacional pela Democracia (LND), citadas pela rede de televisão Channel NewsAsia, afirmaram terem sido comunicadas sobre a entrega do passaporte na sexta-feira passada e disseram que Suu Kyi já tem o documento em seu poder.

Suu Kyi deve viajar em junho à Noruega, país que reconheceu o governo birmanês no exílio, e ao Reino Unido, onde moram seus filhos Alexander e Kim, fruto de seu casamento com o professor britânico Michael Aris, que morreu de câncer em 1999.

A opositora, que voltou a seu país em 1988 para cuidar de sua mãe que na época estava doente, passou 15 anos confinada em sua casa em Yangun e durante os períodos em que não cumpria prisão domiciliar se negou a abandonar Mianmar (antiga Birmânia) por temer que as autoridades militares lhe impedissem de retornar.

A situação interna mudou desde que a última Junta Militar se dissolveu e entregou o poder em março de 2011.

Mudança

O atual presidente birmanês, o ex-general Thein Sein, iniciou reformas democráticas e econômicas, restabeleceu o diálogo com a oposição e começou a negociar a paz com as guerrilhas das minorias étnicas.

O sinal da nova mudança foi a posse de Suu Kyi como parlamentar em 2 de maio , após a vitória em eleições parciais realizadas em 1º de abril.

A última vez que o partido de Suu Kyi concorreu às eleições foi em 1990, quando a líder cumpria seu primeiro ano de prisão domiciliar e o resultado acabou sendo cancelado pelo regime.

A comunidade internacional, com a Organização das Nações Unidas na liderança, celebrou a transformação democrática que Mianmar vive após ter sido governada por juntas militares de 1962 até 2011.

*Com EFE

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