EUA frustram plano para atacar avião no aniversário de morte de Bin Laden

Segundo FBI, dispositivo usado seria versão atualizada daquele que Umar Farouk Abdulmutallab levava em sua cueca a bordo de voo para Detroit

iG São Paulo |

A CIA (agência de inteligência americana) frustrou um plano do braço da Al-Qaeda no Iêmen para explodir um avião americano com uma bomba com novo design no primeiro aniversário de morte de Osama bin Laden, no dia 2 de maio.

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Segundo autoridades americanas, tratava-se de uma versão atualizada da bomba que carregava Umar Farouk Abdulmutallab em sua cueca a bordo de um avião que ia de Amsterdã a Detroit em 25 de dezembro de 2009. A nova bomba também foi desenhada para ser usada na roupas de baixo, mas conta com um sistema de detonação mais refinado.

O FBI examina a versão atualizada da bomba para ver se poderia passar pelos sistemas de detecção e segurança dos aeroportos e atacar um avião. Segundo autoridades, o dispositivo não contém metal, o que significa que poderia passar por um detector de metal desapercebidamente. Ainda não está claro, no entanto, se novos scanners corporais utilizados em muitos aeroportos o detectariam.

O suposto terrorista, com sede no Iêmen, ainda não havia comprado a passagem de avião quando a CIA interveio e teve acesso ao novo tipo de bomba, disseram autoridades, que não informaram o que aconteceu com o suspeito.

A porta-voz da Casa Branca Caitlin Hayden disse que o presidente americano, Barack Obama, estava ciente da descoberta desde abril.

A operação de inteligência foi executada nas últimas semanas, apesar de a Casa Branca e o Departamento de Segurança Interior terem assegurado ao público amerncao que não sabia de quaisquer plano de ataque da Al-Qaeda contra os Estados Unidos no aniversário de morte de Bin Laden.

Apesar da descoberta, até a noite de segunda-feira não haviam sido anunciados planos imediata para endurecer os procedimentos de segurança nos aeroportos.

“O dispositivo não apresenta ameaça à segurança publica, e o governo dos EUA está trabalhando em estreita colaboração com parceiros internacionais para abordar os problemas em relação ao dispositivo”, explicou o FBI em comunicado.

*Com AP

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