Coalizão de chanceler alemã perde poder em Schleswig-Holstein

Eleições regionais são tidas como termômetro para pleito de 2013. Oposição tradicional também não conseguiu maioria

AFP |

A coalizão de centro-direita da chanceler alemã, Angela Merkel, perdeu poder no estado de Schleswig-Holstein, segundo as primeiras estimativas divulgadas neste domingo, após uma eleição que pode ser o presságio do pleito do ano que vem.

A União Democrata-Cristã (CDU) de Merkel obteve 30,5%, de acordo com a emissora pública ARD. Seus parceiros no nível nacional, o Partido Democrático Federal (FDP) obtiveram mais 8,4% - insuficiente para manter o poder nesse estado do nordeste do país.

No entanto, a oposição - combinando os social-democratas e os verdes - também não conseguiu obter apoio suficiente para formar um governo, com 29,7% e 13,8%, respectivamente. Isso abriu caminho para a possibilidade de uma grande coalizão entre o CDU e Partido Social-Democrata (SPD), o que muitos acreditam ser o resultado final das eleições nacionais que ocorrerão em setembro ou outubro de 2013.

Os vencedores da noite foram o Partido Pirata da Alemanha, um partido recém-formado que abalou o mundo político alemão com uma campanha baseada em mais transparência no processo político e liberdade na Internet. Pela terceira eleição regional consecutiva, ultrapassaram a marca crucial de 5% necessária para entrar no Parlamento, com 8,2% dos votos. Mas para o FDP, apesar de terem perdido mais de 6% comparando-se à eleição de 2009, foi um resultado melhor que o esperado, já que as pesquisas apontam apenas 3% no nível nacional.

As eleições em Schleswig-Holstein são vistas como um ensaio para o pleito mais significativo da Renânia do Norte-Vestfália (NRW), em 13 de maio. Um resultado ruim para o FDP nesse estado pode prejudicar a coalizão nacionalmente, cerca de 16 meses antes das pesquisas federais.Mas o desempenho deles em Schleswig-Holstein diminuirá a pressão sobre seu líder Philipp Roesler, que também é ministro da economia. "É um ponto de virada. Nós não estamos mortos", disse o líder parlamentar do FDP, Rainer Bruederle.

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