Ataque do Taleban deixa 20 mortos em área tribal do Paquistão

Atentado acontece um dia depois da divulgação de documentos nos quais Bin Laden criticava militantes do país por mortes de civis

iG São Paulo |

Um ataque do Taleban perto de um mercado em uma área tribal do Paquistão deixou ao menos 20 mortos nesta sexta-feira, um dia depois de os Estados Unidos terem divulgados cartas nas quais Osama Bin Laden criticou militantes paquistaneses por matarem muitos civis muçulmanos.

Cinco das vítimas do ataque em Bajur, perto da fronteira com o Afeganistão, eram membros das forças de segurança locais. Os demais eram civis que passavam pelo local no momento em que um homem-bomba detonou explosivos, deixando ao menos 40 feridos.

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AP
Homem ferido em ataque em área tribal do Paquistão recebe atendimento médico em Peshawar

De acordo com o representante local do governo, Abdul Hasseb, o homem-bomba tinha 15 ou 16 anos e detonou os explosivos num momento de grande movimento, quando as mães levam seus filhos para a escola.

A explosão danificou várias lojas e deixou o chão do mercado coberto de sangue. O porta-voz do Taleban paquistanês, Ahsabullah Ahsan, assumiu responsabilidade pelo ataque em um telefone a meios de comunicação ocidentais.

O braço paquistanês do Taleban, que luta pelo controle da região, matou e feriu milhares de pessoas desde 2009, muitas delas civis em mercados e mesquitas.

Na quinta-feira, o governo dos EUA divulgou cartas apreendidas na mansão onde Osama Bin Laden, criador da rede terrorista Al-Qaeda, se escondia no Paquistão. Uma operação militar americana matou o terrorista no local há um ano.

Dois líderes da Al-Qaeda escreveram uma carta em dezembro de 2010 para o chefe do Taleban paquistanês, Hakimullah Mehsud, criticando o grupo por realizar ataques em mercados, mesquitas e outros locais, nos quais eram registradas mortes desnecessárias de muçulmanos inocentes.

Os membros da rede acusaram o grupo de cometer “erros legais e religiosos claros que podem resultar em um desvio negativo em relação ao caminho do movimento jihadista” no Paquistão.

Com AP

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