Saiba mais sobre Carla Bruni, mulher de Nicolas Sarkozy, e Valérie Trierweiler, companheira de François Hollande

O resultado do segundo turno das eleições francesas , que ocorre neste domingo, vai definir se a ex-modelo Carla Bruni, mulher do presidente Nicolas Sarkozy, continuará como primeira-dama ou se passará o cargo para a jornalista Valérie Trierweiler, companheira do socialista François Hollande.

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O presidente da França, Nicolas Sarkozy, e sua mulher, Carla Bruni, após votarem no primeiro turno da eleição presidencial em Paris (22/04)
AP
O presidente da França, Nicolas Sarkozy, e sua mulher, Carla Bruni, após votarem no primeiro turno da eleição presidencial em Paris (22/04)

Durante a campanha, Carla, 44 anos e nascida na Itália, tentou ajudar a suavizar a imagem do presidente francês, com quem se caso em 2008 no Palácio do Eliseu. A cantora e ex-top model acompanhou os comício do marido, fez vários elogios a ele e insistiu que o “antisarkozysmo” é um fenômeno limitado à elite parisiense.

No início do mandato, Sarkozy foi criticado por exibir excessivamente sua vida privada ao lado de Carla em revistas e programas de televisão. Por isso, durante a campanha a primeira-dama evitou aparecer demais. O nascimento da filha do casal, Giulia, em outubro do ano passado, foi tratado com discrição.

Carla é filha de um empresário e de uma pianista. Suas origens são bem diferentes das de Valérie, 47 anos. Seu pai era um militar aposentado por invalidez e sua mãe trabalhava como caixa em uma pista de patinação de Angers, no oeste da França.

O candidato socialista à presidência da França, François Hollande, e Valérie Trierweiler, chegam a estúdio de TV em Paris (02/05)
AFP
O candidato socialista à presidência da França, François Hollande, e Valérie Trierweiler, chegam a estúdio de TV em Paris (02/05)

Divorciada e mão de três adolescentes, Valérie começou o relacionamento com Hollande em 2007. Por causa da relação, ela abandonou o noticiário político, ao qual se dedicou por 20 anos, mas continuou trabalhando como jornalista.

Ela participou dos comícios de Hollande e por vezes ficou incomodada com o uso de fotos e informações sobre sua vida pessoal. Comentários maldosos sobre ela - como o de um deputado do partido de Sarkozy (UMP), Lionnel Luca, que a chamou de "rottweiler" pelas opiniões fortes - foram condenados pelo presidente francês, justificando que odiaria que o mesmo fosse feito com sua mulher.

Enquanto Carla conhece bem o papel de primeira-dama e vive no palácio presidencial há quatro anos, Valérie evita falar sobre como será sua vida se Hollande vencer as eleições. "É muito complicado antecipar, nunca me projetei no depois", disse.

Pesquisas

Nesta sexta-feira, quatro institutos divulgaram levantamentos nesta sexta-feira, dois dias após um tenso debate entre os dois candidatos na televisão francesa. Todos mostraram Hollande à frente , ainda que Sarkozy tenha diminuído sua desvantagem.

A pesquisa do instituto Sofres para a emissora de televisão iTéle aponta vitória de Hollande com 52,5% dos votos, 1,5 ponto percentual a menos que no levantamento anterior, divulgado em 24 de abril.

Os institutos BVA e Ipsos apontam a mesma tendência. A pesquisa do BVA, publicada pelo diário Le Parisien, mostra redução de um ponto percentual na diferença entre Hollande (52,5%) e Sarkozy (47,5%).

Segundo o Ipsos, que fez seu levantamento a pedido de rádio e televisão públicas, a distância entre os dois candidatos diminuiu meio ponto. Hollande tem 52,5% contra 47,5% de Sarkozy.

Na pesquisa da Harris Interactive para a revista VSD, a diferença entre os dois candidatos caiu dois pontos percentuais. Hollande tem 53% contra 47% de Sarkozy.

Com AFP

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