Ação com fuzis e explosivos em mercado de gado na cidade de Potiskum seria represália a incidente com integrante de grupo

Ao menos 34 pessoas morreram em um atentado cometido por homens armados com fuzis e explosivos em um mercado de gado na cidade de Potiskum, no nordeste da Nigéria, informaram nesta quinta-feira fontes dos serviços de emergências locais.

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"Foram levados para o hospital 34 corpos" após o ataque cometido no fim da noite de quarta-feira, embora o número de mortos possa ser ainda maior, segundo fontes citadas pelo site nigeriano Elombah.

Forças de segurança do lado de fora do mecado de gado onde ocorreu o atentado
AFP
Forças de segurança do lado de fora do mecado de gado onde ocorreu o atentado
O número de vítimas pode aumentar já que algumas famílias estão enterrando os corpos de parentes sem que os tivessem levado ao hospital de Potiskum, acrescentaram as fontes, que falaram na condição de anonimato.

Aparentemente, o ataque armado foi uma represália a um incidente anterior também ocorrido ontem, quando um grupo tentou cometer um roubo e um de seus integrantes foi capturado por comerciantes, informou a polícia.

O homem capturado foi imobilizado em pneus encharcados de gasolina e teve seu corpo incendiado, ainda de acordo com a polícia.

Posteriormente, "um grupo de homens armados com explosivos e fuzis atacaram o mercado de gado de Potiskum. Lançaram explosivos, fizeram disparos de forma indiscriminada e atearam fogo ao mercado (...)", afirmou Toying Gbadegesin, porta-voz da polícia do estado de Yobe, onde fica Potiskum.

"Por enquanto, não podemos determinar o número de vítimas, mas houve mortes, e alguns feridos estão sendo atendidos", acrescentou o porta-voz. 

O jornalista local Moussa Yahaya disse ter visto "dúzias de pessoas mortas ou feridas sendo levadas ao hospital".

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Ainda não se sabe a autoria do ataque, embora a seita radical islâmica Boko Haram tenha cometido recentemente diversos atentados no norte do país, muitos deles contra a comunidade cristã. A Boko Haram, cujo nome significa "a educação não-islâmica é pecado", luta para impor a lei islâmica na Nigéria, país de maioria muçulmana no norte e cristã no sul.

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