ONU ameaça impor sanções contra Sudão e Sudão do Sul

Para tentar evitar nova guerra na África, órgão dá 48h para que nações se comprometam por escrito a suspender hostilidades

iG São Paulo |

Em uma tentativa de evitar uma nova guerra na África, o Conselho de Segurança da ONU aprovou de forma unânime nesta quarta-feira uma resolução ameaçando impor sanções não militares contra o Sudão e o Sudão do Sul se os dois países não impedirem a escalada de violência e não retornarem às negociações dentro de duas semanas.

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As duas nações devem entregar à organização e à União Africana (UA) um compromisso escrito de que suspenderão as hostilidades dentro de 48 horas.

A resolução vinculante endossa um plano de paz da UA com cronogramas rígidos para ações concretas para evitar que os dois países entrem em maiores hostilidades e para que resolvam suas diferenças sobre a fronteira e sobre os recursos e rendimentos do petróleo.

A China, um grande comprador de petróleo das duas nações, e a Rússia tradicionalmente se opõem a sanções, mas votaram em favor do documento elaborado pelos EUA depois de uma pequena mudança no texto - reflexo do crescente alarme internacional em relação à crise.

A resolução pede aos países vizinhos - que se separaram no ano passado - o "fim imediato de todas as hostilidades" e a retirada das tropas dos territórios. O conselho ordena que as duas partes comecem a manter negociações de paz em duas semanas com mediadores da UA.

A resolução ameaça com "medidas adicionais" com base no artigo 41 da Carta da ONU, que permite sanções não militares quando uma das partes não respeita o acordo.

A embaixadora americana na ONU, Susan Rice, disse que o Sudão e o Sudão do Sul têm um amplo registro de "promessas feitas e promessas quebradas". Desde a independência do Sudão do Sul , em julho de 2011, as tensões com seu vizinho Sudão não pararam de crescer por causa da disputa por zonas fronteiriças ricas em petróleo.

*Com AP, BBC e AFP

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