Brasil se dispõe a participar de operação para libertar jornalista francês

Em Bogotá, ministro da Defesa Celso Amorim diz que se Colômbia pedir País estaria disposto a ajudar em missão de libertação

iG São Paulo |

O ministro da Defesa do Brasil, Celso Amorim, disse nesta quarta-feira em Bogotá que, caso se confirme que o jornalista francês Romeo Langlois está em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o governo da Colômbia pedir, o Brasil estaria disposto a participar de uma missão humanitária para libertá-lo.

Suposta guerrilheira: Farc dizem que jornalista francês é 'prisioneiro de guerra'

AP
Imagem sem data mostra o jornalista francês Romeo Langlois, desaparecido na Colômbia
Saiba mais: Jornalista francês desaparecido na Colômbia foi ferido

"O Brasil, como em outras ocasiões, se o governo colombiano assim requisitar, estaria disposto a participar de uma operação humanitária", afirmou Amorim ao término de uma reunião com seu colega colombiano, Juan Carlos Pinzón.

O ministro colombiano reconheceu que "há indícios" de que Langlois está em poder das Farc desde sábado, 28 de abril, quando desapareceu durante um combate entre policiais e militares com guerrilheiros no Departamento de Caquetá.

Os dois ministros da Defesa se expressaram assim um dia depois que uma mulher, que disse ser guerrilheira, comunicou a jornalistas na área do suposto sequestro que as Farc mantêm o jornalista francês como " prisioneiro de guerra ".

O ministro colombiano ressaltou também que as Farc estariam descumprindo seu compromisso de "não sequestrar" , como anunciaram há alguns meses quando tornaram pública sua promessa de libertar todos os sequestrados que então tinham em seu poder.

Também nesta quarta-feira, segundo a agência France Press, o Exército da Colômbia confirmou que o jornalista francês foi capturado pelas Farc e decidiu suspender as operações militares na região para facilitar sua entrega. "Esses terroristas mandaram para emissoras locais uma mensagem que teve a sua autenticidade confirmada. Nessa mensagem, admitem que estão com Romeo", disse o general Javier Rey, comandante da Aviação do Exército.

Missão

O governo brasileiro emprestou em abril os helicópteros e as tripulações que participaram da operação de libertação dos dez últimos policiais e militares que as Farc mantinham sequestrados.

Quanto a Langlois, não se sabe de seu paradeiro desde a noite de sábado, quando foi visto no meio do fogo cruzado entre guerrilheiros e forças de segurança que realizavam uma operação antidrogas na aldeia de Unión Peneya.

O jornalista havia viajado com os militares e os policiais para documentar a operação para o canal de televisão France 24, para o qual trabalha na Colômbia. Nesses combates pelo menos um policial e três soldados morreram, enquanto Langlois desapareceu e aparentemente está com um ferimento de bala em um ombro, segundo a suposta guerrilheira.

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Os ministros da Defesa da Colômbia e do Brasil se reuniram nesta quarta-feira em Bogotá às vésperas de uma reunião da União de Nações Sul-Americana (Unasul) em Cartagena para examinar assuntos da agenda bilateral e regional em matéria de segurança, cooperação militar e integração.

O Brasil e a Colômbia defendem a criação de uma instância de luta contra o crime organizado transnacional no âmbito da Unasul, um dos temas em debate a partir desta quinta-feira em Cartagena.

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