Farc dizem que jornalista francês é 'prisioneiro de guerra'

Em telefonema à mídia colombiana, suposta integrante do grupo diz que Romeo Langlois foi medicado e passa bem

iG São Paulo |

AP
Imagem sem data mostra o jornalista francês Romeo Langlois, desaparecido na Colômbia
As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) reivindicaram nesta terça-feira o sequestro do jornalista francês Romeo Langlois, dizendo que ele é um “prisioneiro de guerra”.

A afirmação foi feita durante um telefonema de uma suposta insurgente a vários meios de comunicação colombianos.

A mulher, que seria da 15ª frente das Farc, disse que o repórter da rede France 24 foi atingido por um tiro no braço, mas recebeu atendimento médico e tem bom estado da saúde.

Leia também: Jornalista francês desaparecido na Colômbia foi ferido

Langlois desapareceu no sábado em Caquetá, após confrontos entre as Farc e o Exército da Colômbia que deixaram quatro soldados mortos.

O jornalista acompanhava os militares na operação que tinha como objetivo destruir laboratórios de drogas na floresta.

No domingo, o ministro das Relações Exteriores da França, Alain Juppé, confirmou se tratar de um sequestro. "Ele foi feito prisioneiro. O centro de crise foi mobilizado e estamos em contato com as autoridades colombianas", disse.

A informação de que ele tinha sido ferido no braço foi dada também no domingo pelo ministro colombiano da Defesa, Juan Carlos Pinzón, que na ocasião não disse se tratar de um sequestro.

"O que as pessoas que estavam com ele até o último instante me contaram é que em algum momento Romeo foi atingido por um tiro no braço esquerdo e que, no meio da tensão e da pressão no local, tomou a decisão de tirar o colete, o capacete, e ao manifestar ou destacar que era população civil seguiu para a área de onde disparavam os guerrilheiros", disse Pinzón.

Com AFP e EFE

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