Vice-presidente do Iraque é acusado de seis assassinatos

Tareq al-Hashemi, que está foragido, teria comandado esquadrões da morte. Julgamento será na quinta-feira

Reuters |

O vice-presidente do Iraque, Tareq al-Hashemi, que está foragido, e alguns de seus guarda-costas foram acusados do assassinato de seis juízes e de uma série de outras mortes, informou um porta-voz do Judiciário nesta segunda-feira (30).

Hashemi, um dos principais políticos muçulmanos sunitas do Iraque, fugiu de Bagdá em dezembro, quando o governo central liderado por xiitas emitiu um mandado de prisão contra ele, acusando-o de comandar esquadrões da morte.

Ele agora está em Istambul, na Turquia, e não deve estar presente no julgamento, que começa na quinta-feira.

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A coalizão delicadamente equilibrada de xiitas, sunitas e curdos que governa o Iraque começou a atuar em dezembro depois que as tropas norte-americanas deixaram o país e o governo tentou remover o vice-primeiro-ministro sunita, Saleh al-Mutlaq, e fez as acusações contra Hashemi.

Hashemi inicialmente fugiu para a região autônoma curda no norte, onde as autoridades se recusaram a entregá-lo.

O governo central e a região curda estão em confronto há muito tempo sobre autonomia política, direitos de petróleo e territórios contestados.

"Há muitos crimes que Hashemi e seus guardas são acusados e houve confissões obtidas, inclusive sobre os assassinatos de seis juízes, principalmente de Bagdá", disse Abdul-Sattar al-Birqdar, porta-voz do conselho do Judiciário, em um comunicado.

Segundo o comunicado, 13 dos guarda-costas de Hashemi haviam sido liberados por falta de provas e outros 73 permaneciam sob custódia.

Birqdar disse que o julgamento de Hashemi iria começar na quinta-feira e se concentrará inicialmente em três outras acusações de assassinato, que já haviam sido anunciadas, envolvendo ¿o assassinato de um gerente-geral no Ministério de Segurança Nacional, um oficial do Ministério do Interior e uma advogada".

Hashemi se ofereceu para ir a julgamento na cidade de Kirkuk - controlada por sunitas e curdos -, mas disse que não vai enfrentar as acusações em Bagdá, porque ele acredita que os tribunais são controlados pelo primeiro-ministro, Nuri al-Maliki.

(Reportagem de Raheem Salman)

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