Pai do primeiro-ministro de Israel, Benzion Netanyahu morreu em sua casa, em Jerusalém

Benzion Netanyahu, historiador e pai do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, morreu nesta segunda-feira aos 102 anos de idade em sua casa em Jerusalém, informou a Chefia de Governo. O primeiro-ministro conseguiu visitá-lo ontem pela última vez, assinala o comunicado enviado aos meios de comunicação.

Foto tirada em 2010 mostra Benjamin Netanyahu (à direita) ao lado de seu pai
AP
Foto tirada em 2010 mostra Benjamin Netanyahu (à direita) ao lado de seu pai


Benzion nasceu em 1910 em Varsóvia e dez anos depois sua família emigrou à então Palestina sob protetorado britânico no marco do projeto sionista. Em seguida tornou-se ativo nos círculos revisionistas, a corrente sionista criada por Ze'ev Yabotinsky e fonte ideológica do partido Likud, liderado por Benjamin Netanyahu.

O pai do atual primeiro-ministro israelense se mudou para Nova York, onde foi secretário pessoal de Yabotinsky e, nos anos 1940, diretor-executivo da organização revisionista da cidade. Em linha com seu movimento, rejeitou em 1947 o plano de partilha da ONU da Palestina entre um Estado judeu e um Estado árabe porque representava uma renúncia a todo o território.

Em seus estudos especializou-se em história e teve como mentor Josef Klausner, um dos grandes acadêmicos e intelectuais revisionistas e tio-avô do escritor Amos Oz. Após lecionar em várias universidades no exterior, Benzion retornou a Israel após a morte em 1976 de um de seus três filhos, Yonatan, na operação de resgate de reféns em um aeroporto.

Durante toda sua vida manteve fortes posturas de direita nacionalista, que o levavam a criticar todo acordo territorial com os palestinos e qualificar de ameaça a esquerda do país. Seu filho não duvidou em reconhecer em diferentes discursos a influência que seu pai exerceu sobre sua visão do mundo.

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