México intensifica investigação para resolver assassinato de jornalista

Correspondente da revista "Proceso", Regina Martínez foi encontrada morta com sinais de espancamento e estrangulamento

EFE |

O governo do estado mexicano de Veracruz pediu neste domingo a colaboração da Procuradoria Geral da República (PGR) nas investigações sobre o assassinato da jornalista Regina Martínez, correspondente da revista "Proceso".

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Reuters
Correspondente da revista processo "Proceso", Regina Martínez foi morta por estrangulamento

O promotor estadual Amadeo Flores Espinosa, que também pediu ajuda às comissões Nacional e Estadual de Direitos Humanos, indicou que foi integrada uma Comissão Especial Investigadora para conseguir esclarecer a morte de Regina. Espinosa informou também que a autópsia confirmou o relatório preliminar de morte por asfixia, provocada por estrangulamento.

O governador de Veracruz, Javier Duarte, se reuniu nesta manhã com Julio Scherer García, Rafael Rodríguez Castañeda e Salvador Círculo, diretores da revista "Proceso", e repassou detalhes das diligências realizadas em torno deste caso.

A Comissão Nacional de Direitos Humanos afirmou que "vê com especial preocupação os atentados a comunicadores porque enfraquece também o direito de toda a população de estar devidamente informada" e lembrou que, sem contar a morte de Regina, registrou 76 assassinatos de jornalistas do ano 2000 até hoje.

Regina Martínez foi encontrada morta no sábado no banheiro de sua casa em Xalapa, capital de Veracruz, com sinais de espancamento e estrangulamento. A jornalista estava há mais de dez anos como correspondente da "Proceso", uma das publicações de informação e análise mais importantes do México, e era especializada em temas de segurança e narcotráfico.

De acordo com os primeiros relatórios oficiais, foram roubados da casa dois telefones celulares, um computador, e uma televisão de plasma. Na tarde de hoje, jornalistas e integrantes da sociedade civil se manifestaram pelas principais ruas de Xalapa para exigir justiça. "Querer calar uma voz faz com que milhares de vozes se juntem", dizia uma dos cartazes dos manifestantes.

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