EUA divulgarão últimos textos escritos por Bin Laden

Um ano após operação que matou terrorista, documentos não confidenciais serão publicados na internet

iG São Paulo |

O governo americano anunciou nesta segunda-feira que em breve divulgará os últimos textos escritos por Osama bin Laden , criador da rede terrorista Al-Qaeda morto há um ano durante uma operação das forças dos EUA no Paquistão.

Leia também: Paquistão deporta família de Bin Laden para a Arábia Saudita

Divulgação/Casa Branca
Presidente Barack Obama e Hillary Clinton observam com atenção imagens da operação que culminou na morte de Osama bin Laden (01/05/2011)

De acordo com o chefe para assuntos de anti-terrorismo da Casa Banca, John Brennan, o material será publicado na internet pelo Centro de Combate ao Terrorismo de West Point ainda esta semana.

Os documentos, que não são confidenciais, foram confiscados na mansão em Abbottabad , no Paquistão, onde Bin Laden foi morto. O material inclui cartas entre o terrorista e membros da Al-Qaeda e textos escritos à mão em um diário.

“Nos documentos que apreendemos, (Bin Laden) falou de ‘desastre atrás de desastre’”, disse Brenan, acrescentando que os EUA estão mais seguros desde a morte do terrorista.

Neste fim de semana, a Arábia Saudita recebeu três viúvas de Osama bin Laden e seus filhos, que foram deportados pelo Paquistão .

A partida da família fechou outro capítulo de uma história que cementou a reputação do país como um abrigo para o extremismo islâmico e levantou questões sobre sua confiabilidade como um aliado do Ocidente.

Em fevereiro, autoridades destruíram o amplo complexo onde Bin Laden viveu em Abbottabad, no noroeste paquistanês.

Os comandos americanos da corporação Seal pegaram o corpo de Bin Laden, que oficialmente foi enterrado no mar , mas deixaram sua família para trás. Suas mulheres e filhos foram detidos imediatamente pelas autoridades paquistanesas depois da ação realizada antes do amanhecer de 2 de maio de 2011. Duas das viúvas são da Arábia Saudita, enquanto outra é do Iêmen.

Elas foram interrogadas pelos agentes de inteligência do Paquistão e acusadas no mês passado de entrar e viver ilegalmente no país . As três viúvas foram condenadas em 2 de abril e sentenciadas a 45 dias. Seus mandados de prisão, que foram cumpridos em uma casa em Islamabad, terminaram no início deste mês.

Com AP e AFP

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