Embaixadora argentina pede à Grã-Bretanha que "dê uma chance à paz"

Alicia Castro parou secretário britânico William Hague com a questão durante cerimônia em Londres

Reuters |

A nova embaixadora da Argentina em Londres pegou de surpresa o ministro das Relações Externas britânico sobre as Ilhas Malvinas nesta segunda-feira (30), perguntando-lhe em um encontro público se ele estava pronto para "dar uma chance à paz" e iniciar conversações sobre o futuro das ilhas.

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Alicia Castro, ex-embaixadora da Argentina na Venezuela, assumiu seu posto em Londres em março, bem quando as tensões subiram entre Grã-Bretanha e Argentina 30 anos após a guerra entre os dois países pelo controle das ilhas no Atlântico Sul, conhecidas pelos britânicos como Falklands.

A nomeação de Alicia Castro para um posto vago desde 2008 é parte de uma iniciativa de Buenos Aires para colocar a questão das Malvinas de volta à agenda internacional.

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Deixando de lado as delicadezas diplomáticas, Alicia Castro parou o secretário britânico William Hague com a questão quando ele lançava a revisão anual mundial de direitos humanos em uma cerimônia que contou com a presença de diplomatas, jornalistas e ativistas dos direitos humanos em Londres.

"Ao ver que a ONU e a comunidade internacional e um grande grupo de vencedores do Nobel instam ambos os países a (iniciar) as negociações a fim de achar uma resolução pacífica e permanente, minha questão é: você está pronto para o diálogo? Vamos dar uma chance à paz?", perguntou quando Hague respondia perguntas da plateia.

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Um perturbado Hague, intuindo que a embaixadora argentina iria começar uma longa discussão, interrompeu-a várias vezes, pressionando-a a fazer uma pergunta, antes de cortá-la com um "obrigado. Já é o bastante. Pare".

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, lançou uma ampla ofensiva diplomática para garantir a reivindicação de seu país sobre as ilhas, acusando a Grã-Bretanha de manter "enclaves coloniais" e pedindo que Londres abrisse negociações.

A Grã-Bretanha disse que concordaria com negociações apenas se os 3.000 habitantes da ilha quisessem isso - algo que eles não dão indícios de querer.

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