Milhares saem às ruas para exigir reforma eleitoral na Malásia

Polícia reagiu com gás lacrimogêneo e canhões d'água para dispersar cerca de 50 mil manifestantes

EFE |

Milhares de manifestantes saíram às ruas de Kuala Lumpur, na Malásia, neste sábado para exigir uma reforma eleitoral no país. Para dispersar o protesto, que pretendia chegar à Praça da Independência apesar da proibição decretada pelas autoridades, policiais usaram gás lacrimogêneo e canhões d'água.

A manifestação foi convocada pelo coletivo Bersih ("Limpo", em malaio), que em julho do ano passado realizou outro protesto para pedir eleições livres e limpas. Na ocasião, confrontos com a polícia deixaram um morto e cerca de 1,7 mil detidos.

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AP
Manifestante é atingido por bomba de gás lacrimogêneo

O vice-presidente do Bersih, Ambiga Sreenevasan, declarou hoje que se tratava de uma manifestação pacífica que tentaria chegar até onde as autoridades permitissem e que ali os participantes se sentariam em sinal de protesto.

Ambiga pediu a dispersão dos manifestantes, mas alguns deles tentaram levantar as barreiras da polícia e chegar à área isolada, dando início aos confrontos.

Após o protesto do ano passado, o governo do primeiro-ministro Najib Razak criou uma comissão parlamentar que propôs algumas reformas no sistema eleitoral, como a revisão do censo e garantias para uma igualdade de acesso aos meios de comunicação. Bersih e os partidos da oposição consideram estas propostas insuficientes e pedem uma reforma da comissão eleitoral, à qual acusam de favorecer a coalizão governante.

O governo da Malásia esteve em poder da Frente Nacional, liderada pela Organização Nacional para a Unidade Malaia (UMNO), desde a independência em 1957, e o primeiro-ministro sempre foi um membro da UMNO.

No entanto, nas eleições de 2008, a oposição conseguiu um resultado histórico ao ganhar um terço das cadeiras do Parlamento, assim como os governos de cinco Estados e o da capital. A coalizão opositora assegura que pode vencer a coalizão governante nas próximas eleições - previstas para o ano que vem, mas que podem ser remarcadas para este ano - se as reformas permitirem um pleito justo e livre.

Com EFE

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