Comissão anuncia lista de 13 candidatos para eleição pós-Mubarak no Egito

Apesar de vice do antigo governo ter sido descartado, premiê da era Mubarak está entre os nomes que disputarão

AFP |

A comissão eleitoral egípcia anunciou nesta quinta-feira a lista definitiva dos 13 candidatos à primeira eleição presidencial após a queda de Hosni Mubarak, dando fim a uma série de reviravoltas que levaram à eliminação de vários candidatos.

Candidato: Egito recua e autoriza candidatura de ex-premiê de Mubarak

O nome de Ahmad Chafiq , o último chefe de governo de Mubarak, eliminado na terça-feira e depois reintegrado nesta quarta, está na lista final.

AP
No Cairo, cartazes do candidato Amr Mussa, que já deu início à campanha eleitoral

Entre os outros candidatos estão Amr Mussa, ex-ministro das Relações Exteriores e ex-chefe da Liga Árabe; Mohammed Morsi, o presidente do Partido da Liberdade e da Justiça (PLJ, ligado à Irmandade Muçulmana); e Abdelmoneim Abul Futuh, antiga liderança da Irmandade Muçulmana.

Pré-eleição: Egito desqualifica candidatura dos três favoritos à presidência

A campanha oficial para as eleições de 23 e 24 de maio começará no dia 30 de abril, segundo o chefe da comissão eleitoral, Faruq Soltan. Alguns candidatos, entretanto, já começaram a campanha, como Mussa e Morsi.

O Conselho Supremo das Forças Armadas, para o qual Mubarak entregou o poder após renunciar sob pressão popular, em fevereiro 2011, se comprometeu a ceder o poder ao presidente eleito até o final de junho.

Vetados

A comissão eleitoral excluiu no total dez candidatos, incluindo a primeira opção da Irmandade Muçulmana, Khairat al-Chater, o ex-vice-presidente e ex-chefe de inteligência Omar Suleiman e o salafista Hazem Abu Ismail.

Chater foi excluído em razão de uma condenação pronunciada pela Justiça Militar na época do regime de Mubarak. Suleiman foi retirado da lista porque não reunia todas as assinaturas de eleitores exigidas, enquanto Abu Ismail saiu porque sua mãe obteve um passaporte americano, algo proibido pela lei eleitoral, segundo Hatem Bagato, secretário-geral da comissão.

A candidatura de Suleiman havia provocado a ira da maioria das forças políticas do país. O Parlamento reagiu adotando uma emenda à lei eleitoral visando excluir os pilares da era Mubarak da eleição presidencial.

Com base nesta lei, ratificada pelo poder militar, a comissão suspendeu Chafiq, antes de aceitar sua apelação e reintegrá-lo à disputa.

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG