EUA anunciam punição contra 'ajuda tecnológica' ao Irã e à Síria

No Museu do Holocausto, Obama detalha ordem executiva que define sanções contra uso de tecnologia para violar direitos humanos

iG São Paulo |

AP
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, acende vela no Museu do Holocausto, em Washington, ao lado do sobrevivente Elie Wiesel
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta segunda-feira novas sanções contra o Irã, a Síria e a quem ajudar os dois países a usar a tecnologia para violar os direitos humanos.

Em discurso no Museu do Holocausto, em Washington, Obama detalhou uma ordem executiva assinada no domingo que cria sanções contra o governo da Síria e do Irã e “aqueles que os encorajam", pelo uso de "tecnologia para monitorar e rastrear cidadãos que são alvo de violência”.

“Essas tecnologias deveriam ser usadas para dar poder os cidadãos, não para reprimi-los”, afirmou.

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Entre os alvos da punição estão a Guarda Revolucionária iraniana, o Diretório Geral de Segurança da Síria e seu chefe, Ali Mamluk, e a operadora de telefonia estatal Syriatel. Dos sete indivíduos ou entidades listadas, seis já eram punidos pelos EUA.

De acordo com especialistas, embora a internet, as redes sociais e os celulares tenham ajudado ativistas pró-democracia a organizar manifestações – como aconteceu na Primavera Árabe -, também foram usadas por governos autoritários como o de Síria e Irã para vigiar e rastrear dissidentes.

Durante a visita ao Museu do Holocausto, a primeira como presidente, Obama defendeu as ações de seu governo para proteger inocentes. “Salvamos inúmeras vidas”, afirmou o líder, que está sob pressão para ajudar a solucionar a crise na Síria, que começou há mais de um ano .

Obama também pediu que a Estimativa Nacional de Inteligência, preparada pelas várias agências do governo, avalie pela primeira vez o potencial para assassinatos em massa em outros países e suas implicações para os interesses dos EUA.

Com AP e BBC

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