Marine Le Pen é a grande surpresa do primeiro turno na França

Candidata da extrema direita conquistou terceiro lugar, com 20% dos votos, tirando do pódio o esquerdista Jean-Luc Mélenchon

iG São Paulo |

Apesar da vitória do socialista François Hollande, a grande suspresa do primeiro turno foi a candidata de extrema direita Marine Le Pen . Segundo o jornal francês Le Monde, a candidata conquistou quase 20% dos votos na votação deste domingo, tornando-se o terceiro nome mais votado na disputa.

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A classificação de Le Pen, além de evidenciar o crescimento da extrema direita no país, ofuscou o segundo lugar do presidente Nicolas Sarkozy e tirou do pódio o esquerdista Jean-Luc Mélenchon.

AFP
Candidata da extrema direita, Marine Le Pen, conversa com eleitores em Lille
Em janeiro, a candidata do partido de e extrema direita Frente Nacional trabalhava com estimativas previstas em pesquisas que lhe davam entre 14% e 17% antes do primeiro turno. Além disso, ela passou os últimos meses da campanha abaixo do candidato de esquerda, que vinha configurando o terceiro lugar em sondagens.

Depois de dificuldades para conseguir as 500 assinaturas de políticos em cargos eletivos necessárias para poder registrar sua candidatura, Marine Le Pen centrou sua candidatura em quatro setores principais: econômico, social, imigração e insegurança.

Segundo turno

Na liderança da Frente Nacional desde janeiro de 2011, a política nascida em 5 de agosto de 1968 espera influenciar o segundo turno. A expectativa é que Le Pen apoio Sarkozy, com quem tem mais afinidade política.

Filha de Jean-Marie Le Pen, fundador da Frente Nacional, Marine tem levado o partido a novas direções. Ela dividiu a opinião pública com seus ataques à imigração ilegal e à suposta "islamização" da França. A candidata também enfatizou a oposição do FN ao euro e defendeu políticas protecionistas.

Le Pen tem se esforçado para livrar o partido de sua imagem xenófoba e declarou sua objeção ao termo "extrema direita", que, segundo ela, marginaliza um grupo que regularmente atrai 15% dos eleitores em eleições nacionais. Sua dificuldade para angariar o apoio dos parlamentares, exigido por lei, foi alvo de diversas reportagens na mídia francesa.

Dentre suas propostas de campanha está a redução da cota anual de imigração para 5% do índice atual, criar um novo Ministério do Interior, Imigração e Secularismo e abandonar o euro, restaurando as moedas nacionais dos países europeus.

*Com BBC

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