Espanhóis perdoam rei por sua viagem para caçar elefantes em Botsuana

Juan Carlos deixou hospital em Madri na quarta-feira depois de passar por cirurgia no quadril após queda durante viagem

EFE |

AP
O rei espanhol Juan Carlos se prepara para deixar um hospital em Madri após ter se ferido durante caça de elefantes em Botsuana
A maioria dos espanhóis perdoa o rei por sua viagem de caça a Botsuana e apoia a monarquia, embora mais da metade acredite a imagem da instituição foi manchada, segundo pesquisas divulgadas neste domingo pelos jornais espanhóis El Mundo e La Razón.

Após críticas: Rei da Espanha pede desculpas por viagem para caçar elefantes

A consulta realizada pelo primeiro indica que 70% dos espanhóis perdoam o monarca e 73% continuam fazendo, apesar do ocorrido, uma avaliação "boa ou muito boa" de seu reinado. No entanto, 52% veem danificada a imagem da Coroa, e uma porcentagem similar opina que as viagens do monarca ao exterior deverão ser autorizadas pelo governo.

As pesquisas foram divulgadas depois de o rei Juan Carlos, em um gesto inédito, pedir perdão publicamente por ter viajado a Botsuana para caçar elefantes, um safári revelado porque o rei quebrou a bacia em uma queda e teve de voltar a Madri e ser submetido a uma cirurgia.

"Sinto muito. Me equivoquei e isso não voltará a ocorrer", foram as palavras proferidas pelo rei quando deixou o hospital onde ficou internado por quatro dias, em meio a um amplo debate no país sobre a viagem.

Regalias

Para 62% dos entrevistados, o rei não deve aceitar presentes em espécie e se comprometer com pessoas que o convidam para atividades caras e depois podem exercer influência nas gestões da monarquia. Segundo algumas publicações, o safári do rei foi pago por um empresário sírio próximo à Família Real Saudita.

A pesquisa do El Mundo também revela que os jovens são os mais críticos tanto em relação à viagem como na avaliação da monarquia, e 67% opinaram que o dano à imagem da instituição se mantém apesar das desculpas.

Segundo a consulta do La Razón, 50,2% dos espanhóis consideram que a monarquia é uma instituição fundamental, e 71% acreditam que o príncipe Felipe está preparado para substituir o rei, embora mais da metade, 52%, rejeite a hipótese da abdicação.

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