Berlusconi surpreende e comparece à audiência do caso Ruby

Ex-premiê assiste testemunhos sobre escândalo no qual é acusado de abuso de poder e de pagar por sexo com menor

iG São Paulo |

O ex-premiê italiano Silvio Berlusconi compareceu nesta sexta-feira a uma audiência no Tribunal de Milão sobre o chamado ‘ Rubygate ’, processo no qual é acusado de ter pago para ter relações sexuais com uma garota de programa marroquina que na época era menor de idade, e de abusar do poder para tirá-la da prisão após ser detida por um roubo.

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AFP
O carro do ex-premiê italiano Silvio Berlusconi chega ao Tribunal de Milão, onde acontece julgamento do caso Ruby

Berlusconi, que não costuma comparecer às audiências dos vários processos contra ele, sentou-se na primeira fila do tribunal para ouvir testemunhas convocadas pela promotoria.

Entre elas estava o policial Piero Ostuni, que disse ter recebido um telefonema do escritório do ex-premiê em maio de 2010 para que liberasse a marroquina Karima El Mahroug, conhecida como Ruby, sob alegação de que ela era sobrinha do então presidente egípcio, Hosni Mubarak.

“Não acreditei que ela era sobrinha de Mubarak”, disse o policial, justificando a desconfiança pelo fato de Ruby ser marroquina e não egípcia.

Tanto a jovem quanto o ex-premiê negam as acusações. A prostituição é legal na Itália, mas pagar para fazer sexo com uma menor é crime.

Berlusconi não fez nenhum comentário durante a audiência, mas durante o intervalo conversou com jornalistas sobre o recente testemunho de uma participante das festas do ex-premiê.

Segundo ela, os eventos na mansão do político tinham strippers vestidas de freiras . O ex-premiê rejeitou a descrição e disse que as fantasias eram usadas durante “concursos burlescos”.

Ele também comentou os pagamentos feitos a jovens participantes das festas que devem testemunhar. Segundo Berlusconi, o dinheiro é uma forma de ajudar “meninas cujas vidas foram arruinadas por esse julgamento”.

Esse é um dos três julgamentos em que o empresário e ex-primeiro-ministro é atualmente réu. Os outros dois se relacionam à fraude fiscal e à violação de segredos oficiais, enquanto no início deste ano uma corte italiana descartou um quarto caso vinculado a alegações de suborno. Berlusconi renunciou em novembro de 2011 em meio a preocupações sobre a economia da Itália.

Com AP e AFP

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