União Europeia fecha acordo para entregar dados de passageiros aos EUA

Após anos de relutância, países europeus concordam em ceder informações sobre pessoas que voam para o território americano

iG São Paulo |

AP
Passageiros fazem fila para passar por revista em aeroporto de Atlanta, nos EUA (03/08/11)
Parlamentares europeus aprovaram nesta quinta-feira um acordo que autoriza o governo americano a obter e armazenar dados de passageiros que voem da Europa para os Estados Unidos, após anos de relutância europeia em fornecer essas informações.

Em contrapartida, os EUA se comprometeram a "mascarar" os nomes dos passageiros e seus contatos após cinco meses. Os dados serão guardados por até cinco anos, e depois disso poderão ficar outros dez anos em um "arquivo morto".

Leia também: Ataques do 11/09 aumentaram rigidez da segurança aérea

A comissária (ministra) europeia de Assuntos Domésticos, Cecilia Malmstrom, disse que o acordo garante uma maior proteção à privacidade dos cidadãos, e também mais segurança jurídica para as companhias aéreas.

"Ao mesmo tempo, ele atende plenamente às necessidades de segurança dos Estados Unidos da América e da UE", afirmou a comissária, em nota. "Pelo novo acordo, os dados de passageiros viajando para os Estados Unidos da América serão usados para combater sérios crimes transnacionais e o terrorismo", disse a comissária em nota.

Há mais de cinco anos parlamentares europeus tentavam reverter acordos que permitiam aos EUA acessar e armazenar dados sobre passageiros. Os deputados alegavam se tratar de uma invasão de privacidade que poderia levar a prisões injustas.

O nome do passageiro - assim como endereço, detalhes do cartão de crédito e número de assento a bordo - deve ser entregue pelas companhias aéreas às autoridades dos EUA antes do embarque.

Críticos do acordo dizem que esses dados nunca ajudaram a prender suspeitos de crimes ou terrorismo, mas o Departamento de Segurança Doméstica dos EUA insiste que as informações são necessárias para eventuais investigações criminais.

Com Reuters

    Leia tudo sobre: euaunião europeiaaviãosegurança aéreaaeroporto

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG